sexta-feira, 27 de maio de 2011

Considerações sobre Jogos

Para refletir:
1 – Por que realizar jogos em sala de aula?
2 – Faça uma lista dos jogos utilizados em sala de aula
3 – Quando realizar situações de jogos em sala de aula?
4 – Qual é o papel do aluno numa situação de jogo? E do professor?
Teoria e prática nos mostram que apenas jogar os jogos que envolvem conteúdos matemáticos não é suficiente para que os alunos aprendam.

Licença Creative Commons
A obra Considerações sobre jogos de Débora Martins foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Brasil.
Com base na obra disponível em docs.google.com.

A educação em tempos de twitter

 

A educação em tempos de twitter é um texto  inspirado no livro A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. 4ª ed., Campinas: Papirus, 2009.

clique aqui png para ler o texto na integra.

Aluno dá aula em escola sem professor

 

Então pergunto: Onde estão os colegas professores que aceitam que uma ação como essa aconteça dentro do espaço da escola?

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Aluno dá aula em escola sem professor


Colégio estadual da capital paulista cria grupo do ensino médio para assumir turmas do ensino fundamental
Estudantes contam que justificativa da direção é a de que a medida vai evitar futura reposição de aulas aos sábados


ADRIANA FERRAZ
FABIANA CAMBRICOLI

DO "AGORA"


Eles têm entre 14 e 18 anos e, desde segunda-feira, passaram de alunos a professores na escola estadual Padre Anchieta, na região do Brás, no centro de São Paulo.
A troca de papel foi implantada pela própria direção do colégio para combater a falta de docentes. Voluntários são selecionados e ajudam colegas no contraturno.
O grupo de alunos-professores é formado por 16 jovens. Eles estudam pela manhã e dão aulas à tarde.
O público-alvo são as turmas do sexto e do sétimo ano do ensino fundamental (antigas quinta e sexta séries), que estão sem aulas de português desde o início de abril -o professor está afastado.
Os alunos assumem ainda outras matérias ou aulas de reforço, quando é preciso.
A seleção dos "novos professores" foi feita há duas semanas. "Fomos escolhidos após uma "peneira" e ainda estamos em teste", disse Jeferson Santos, 16, que cursa o nono ano do fundamental.
Assim como os colegas, ele pôde escolher o período de trabalho: das 13h às 15h30 ou das 15h30 às 18h30, todos os dias. O grupo afirma que não recebe dinheiro pelo serviço.
"A gente só ganha o almoço, que é dado no refeitório", afirmou Carina Gonçalves Armelin, 18 anos, aluna do terceiro ano do ensino médio, que já é chamada de "professora". A fama repentina agrada os voluntários.
A medida, segundo alguns pais de alunos ouvidos pela reportagem, não tem a intenção apenas de ocupar as aulas vagas na escola mas também de amenizar confusões ocorridas nos intervalos forçados pela falta de aulas.
Alguns pais, porém, se disseram surpresos. A empacotadora Ana Lúcia dos Santos, 46, não foi chamada à escola para conhecer o "projeto" e até ontem achava que o filho Jeferson passava as tardes fazendo trabalho na escola.


REPOSIÇÃO
Estudantes contam que a justificativa da escola foi a de que a alternativa encontrada iria evitar a reposição de aulas aos finais de semana. Por causa disso, segundo alunos, a direção afirmou que não poderia haver reclamação.
A ordem tem sido obedecida, mas não sem provocar polêmica. Nos corredores, esse é o assunto da semana.
"Foi uma novidade para todo mundo. O normal é professor dar aula, não aluno", disse o estudante Luis Miguel Manhães, 18, que está no ensino médio e tem aulas com colegas. "A intenção é boa, mas não é certa", afirmou

Fonte: Folha Online – 27/05/2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sobre o óbvio..

 

(...)Eu considero estas perguntas que eu me faço todas óbvias. Só que, a propósito do óbvio, eu tenho dito e redito que uma das coisas que eu descobri, sobretudo no meu exílio longo, é que nem sempre o óbvio é tão óbvio quanto a gente pensa que ele é. E, às vezes, quando a gente se aproxima da obviedade e toma a obviedade na mão, e dá uma rachadura na obviedade, e tenta entrar na obviedade para vê-la desde dentro e de dentro e por dentro (isto é, ver o óbvio de dentro e de dentro dele olhar para fora), é que a gente vê mesmo que nem sempre o óbvio é tão óbvio. Eu me lembro, por exemplo, de muitas experiências minhas em torno desta obviedade, que é: a educação não é neutra. Eu me lembro que algumas das vezes em que eu afirmei isto, sem nenhuma preocupação de justificar, na Inglaterra, eu tive encrencas tremendas com o auditório. Isto aconteceu também na Alemanha. Quer dizer, o que parece às vezes tão óbvio, às vezes não é óbvio.

* Educação: o sonho possível (Paulo Freire conversa com educadores e educadores sobre supervisão escolar)

Fonte: O Educador: vida e morte / Carlos Rodrigues Brandão, Marilena S. Chaui, Paulo Freire. Rio de

Janeiro: Edições Graal, 1982

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