domingo, 26 de dezembro de 2010
Chegaram as férias
Fica a dica de férias para família.
Música: Chegaram as férias
Musical “Na Casa da Ruth”
Fortuna e Coral Infantil
Produção Sesc SP
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Receita de Ano Novo
Para encerrar o ano de 2010, uma receita de Ano Novo dada pelo poeta Carlos Drummond:
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
BOAS FESTAS!
Créditos: Ana Maria Jadão Lira é professora do Ensino Fundamental na E.E. Ludovina Credidio Peixoto em São Paulo
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Boas Festas!
Mais um ano passou e muitas trocas foram feitas nesse espaço colaborativo. Que em 2011 novas trocas aconteçam sempre em busca de uma educação de qualidade.
Feliz Natal e um Ano Novo repleto de prosperidade, alegria e tranquilidade para curtir todas as conquistas
domingo, 12 de dezembro de 2010
John Cage – 4’33
Compartilho o vídeo 4’33 de John Cage. O estranhamento nos faz refletir sobre “coisas” que muitas vezes temos como “certezas incontestaveis.
sábado, 4 de dezembro de 2010
A importância do ato de ler - Paulo Freire
Faça download e mergulhe nesta agradável leitura.
Aprendi a ler aos 65 anos e virei escritora
Nasci de novo quando aprendi a ler. Vivo melhor desde que me descobri entre os versos de Carlos Drummond de Andrade, a prosa de Clarice Lispector e José de Alencar. Até os 65 anos, eu era analfabeta – conheci as letras por necessidade de lutar pelo meu pedaço de chão. Cresci na terra indígena Guarani Piaçaguera, no litoral paulista, e herdei de meu avô um lote e muito serviço. Capinava a roça, plantava mandioca e milho. Aos 23 anos, fiquei viúva, sozinha com quatro filhos, e batalhei demais para sustentar a família e reconstruir minha vida. Com 34 anos, me casei outra vez. Meu marido me renovou e tivemos uma criança.
Em 2001, como estavam construindo um loteamento ao lado da minha casa, resolvi legalizar a propriedade que estava na família havia várias gerações. Fui trapaceada: pessoas sem escrúpulos me tomaram metade da área. Tudo porque não sabia ler e confiei em quem não deveria. Decidida a não ser passada para trás de novo, fui estudar. Descobrir que uma sílaba com outra fazia nascer as palavras parecia um sonho! Depois do ensino fundamental, terminei o segundo grau no curso de alfabetização para adultos e entrei na faculdade de pedagogia. Aí brotaram poemas e contos. Em 2007, escrevi o livro A Felicidade Está a sua Espera, sobre o prazer de vencer desafios. Mosaíco Caiçara é minha segunda obra, um resgate da cultura de meu povo. Ser autora é mais do que sonhei na vida. O terceiro livro está a caminho, mas não esqueci minha missão: continuo lutando para recuperar minhas terras na Justiça. A dignidade e a alegria eu já recuperei. Hoje eu escrevo meu destino, que é fazer mestrado e doutorado em educação. É como um dos meus poemas: “Meus olhos revelam minha liberdade. Agora Sei a verdade de mim mesma e sou feliz”.
Lydia Gonçalves descobriu as letras quando precisou lutar por justiça. Hoje aos 74 anos, cinco filhos, muitos netos e bisnetos, está se formando pedagoga, tem dois livros publicados e faz planos de entrar na pós-graduação.
Fonte: Revista Cláudia – nº 12 – Dezembro/2010
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Quem sou eu

- Débora Martins
- São Bernardo do Campo, São Paulo, Brazil
- Professora, Pedagoga,Psicopedagoga, Mestranda em Educação, esposa, mãe,formadora de professores.