Ontem o jornal Folha de São Paulo publicou uma reportagem sobre as mudanças na progressão continuada. Para 2012 os alunos poderão ser reprovados, ou os professores poderão reprovar (entenda como achar melhor), nos 3º, 6º e 9º anos do ensino fundamental. Atualmente os alunos só podem ser reprovados no 5º e no 9º ano do ensino fundamental e boa parte da população entende que o não aprendizado dos alunos se dá pelo sistema de aprovação.
Gostaria de entender o que de fato vai mudar no aprendizado dos alunos: será que retornaremos aquela questão de que “escola boa é a que reprova”?
Penso que a qualidade da educação está muito além da reprovação. Precisamos pensar em como o aprendizado está acontecendo dentro das instituições e com ele: as reuniões pedagógicas semanais, os acompanhamentos/contribuições dos coordenadores pedagógicos, o planejamento do projeto pedagógico, a atuação entre o que se fala e o que se faz, o planejamento das intervenções, a avaliação no processo, o replanejamento…
Uma “coisa” é a sociedade/população entender que a “culpa” da qualidade da educação está na progressão continuada. Outra “coisa” são profissionais da educação entenderem que “fazer igual só que diferente” vai proporcionar uma educação de qualidade aos alunos.

