sábado, 29 de agosto de 2009

CUIDADO!!!!!!!! Você é colega, ou contratado?

Você pode estar neste caminho e ainda não percebeu. Cuidado!!!

 

Você é colega, ou contratado?
Sobre a mesmice e o "salve-se quem puder"

José Pacheco

  Nos tempos da velha senhora, era tudo bem mais simples. As aulas começavam no dia primeiro de outubro e não se perdia tempo com reuniões. Na distribuição de horários, o respeitinho era muito lindo, a antiguidade era um posto. Hoje, também assim é, mas está tudo mais ritualizado. Os burocratas do ministério impõem uma agenda e as escolas cumprem-na, em penosas reuniões. Penosas e inúteis, porque, ressalvadas raras exceções, não vejo que algo melhore nas escolas por via das reuniões.

  Quando fui para professor, tudo se resolvia em menos de um piscar de olhos. Havia coerência: para uma prática solitária, uma preparação da solitária da prática. Não se copiava o projeto da escola do lado, nem se fingia ter algo para mostrar ao senhor inspetor. Ainda não tinham sido inventados planos, relatórios, projetos curriculares de turma. Ainda não se havia enfeitado a mesmice com inúteis acessórios (eu escrevi mesmo INÚTEIS). 

  Mas há coisas que não mudam. Por serem tão semelhantes situações distantes 40 anos umas das outras, arrisco algumas previsões para o novo ano letivo: O ministério irá nomear mais algumas inúteis comissões, lançar mais alguns inúteis projetos. Os inspetores irão entreter-se com inúteis avaliações externas. Os professores irão desgastar-se em inúteis exercícios burocráticos. Tudo dentro da normalidade - "a uma opção burocrática corresponde uma prática servil". Após o cumprimento formal das tarefas que abrem o ano letivo, cada professor vai fazer pela vida, tão sozinho quanto antes estava, receoso de avaliações de desempenho, solitariamente exposto a humilhações sofridas de alunos, de pais e de certos "titulares".
  Quando fui para professor, meu primeiro salário não cobria as despesas com alimentação e transporte e a hierarquia era pura e dura. Na primeira escola onde fui colocado, aconteceu de me ter sentado na "cadeira do senhor diretor". O dito cujo irrompeu pela sala dos professores em altos berros:

  Bem me avisou a servente! Ponha-se no seu lugar!
  Eu não me pus. E, como adiante se verá, o professor Francisco também optou por não se pôr.
  Como muitos que conheço, o Francisco era um excelente professor, mas ocupava um dos últimos lugares da lista graduada. No primeiro concurso, apenas conseguiu um "horário de quatro horas" numa escola bem longe de casa. No ano seguinte, um "meio horário". No terceiro ano, trabalhou em três escolas, para "completar horário" (atente o leitor nas expressões entre aspas). O magro salário mal dava para a gasolina. Mas sempre eram mais uns dias de tempo de serviço.

  Ouçamo-lo:
  Não havia condições para se fazer as coisas como deveria ser. Os meus colegas mais novos queixavam-se de que aqueles que tinham horário incompleto trabalhavam bem mais do que os efetivos. Que os efetivos ganhavam o dobro dos contratados. E que era cada um por si.

  Um dia, cheguei à segunda escola em que trabalhava, bem por altura da hora do almoço. Apesar de só dispor de 30 minutos para comer qualquer coisa, antes de ir dar as minhas aulas, fui para o último lugar da fila.         

   Quando estava mesmo a chegar ao balcão, uma senhora professora foi chegando e colocou-se na frente da fila. Manifestei o meu desagrado. Ela não corrigiu a atitude e disparou:
  Ouça lá! Mas você é colega, ou contratado?
  Isso foi a gota de água. Fui-me embora.

  O Francisco confessa "viver em desgosto". Ele gostaria de ser professor, mas recusa participar do "salve-se quem puder".
  Quantos Francisco já terá perdido a educação deste país?

 

José Pacheco é educador e escritor, ex-diretor da Escola da Ponte, em Vila das Aves (Portugal)

NA CASA DA RUTH……. PARTE 2

    Nossa experiência com o espetáculo Na Casa da Ruth foi “muito bom”, como disse a Júlia.

   A autora Ruth Rocha,um dos principais nomes da literatura infanto-juvenil brasileira , dispensa apresentação.

   A cantora Fortuna, ator Rafael Folko e as crianças do coral Sesc Vila Mariana oferecem ludicidade as músicas tornando o espetáculo encantador.DSC04509

                                        ruth3Clique e ouça um trecho de nossas músicas preferidas:

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CONAE 2010

CONAE - Conferência Nacional de Educação

COMO ESTÁ A PARTICIPAÇÃO DE SEU MUNICÍPIO?

  A Conferência Nacional da Educação (CONAE) a ser realizada em 2010, precedida por conferências municipais e estaduais, em 2009, será um acontecimento ímpar na história das políticas públicas do setor educacional no Brasil. Sociedade civil, agentes públicos, entidades de classe, estudantes, profissionais da educação e pais/mães (ou responsáveis) de estudantes se reunirão em torno da discussão pela melhoria da qualidade da educação brasileira, a partir do tema central: Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: O Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação.

NA CASA DA RUTH

O ESPETÁCULO É MARAVILHOSO….

 

 

     Lançamento do DVD pelo Selo SESC. Concebido e interpretado pela cantora Fortuna, o espetáculo têm, além de Fortuna acompanhada pelas crianças do Coral Infantil do SESC Vila Mariana sob regência de Gisele Cruz, participação do ator Rafael Zolko e de quarteto instrumental sob direção de Gabriel Levy. No show, composições inéditas de Hélio Ziskind para textos de Ruth Rocha. O roteiro e a direção geral do espetáculo têm a assinatura de Naum Alves de Souza. Os figurinos e adereços foram criados a partir dos desenhos de Mariana Massarani. Teatro SESC Anchieta. Retirada de ingressos com uma hora de antecedência.

SESC Consolação

Dia(s) 04/07, 09/07, 11/07, 18/07, 25/07, 01/08, 08/08, 15/08, 22/08, 29/08 - Quinta e Sábado, às 11h.

domingo, 23 de agosto de 2009

ACOMODADO OU INCOMODADO?

  Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, acomodado é o conformado com uma situação com a qual não concorda inteiramente e incomodado é o importunado, dominado por aborrecimento, enfadado…

  Bem…

  Eu prefiro ser a incomodada porque minha chance de ficar esperando o que vai acontecer ou dançar conforme a música será bem menor. Se bem que dizem os colegas: Melhor ficar quieta!!!

  São escolhas…

  Compartilho com os incomodados a letra da música OURO DE TOLO de Raul Seixas:

Eu devia estar contente

Porque eu tenho um emprego

Sou um dito cidadão responsável

E ganho quatro mil cruzeiros

Por mês

Eu devia agradecer ao Senhor

Por ter tido sucesso na vida como artista

Eu devia estar feliz

Porque consegui comprar um Corcel 73

Eu devia estar alegre e satisfeito

Por morar em Ipanema

Depois de ter passado fome por dois anos

Aqui na Cidade Maravilhosa

Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso

Por ter finalmente vencido na vida

Mas eu acho isso uma grande piada

E um tanto quanto perigosa

Eu devia estar contente

Por ter conseguido tudo o que eu quis

Mas confesso abestalhado

Que eu estou decepcionado

Porque foi tão fácil conseguir

E agora eu me pergunto, e daí?

Eu tenho uma porção de coisas grandes

Pra conquistar, e eu não posso ficar aí parado

Eu devia estar feliz pelo Senhor

Ter me concedido o domingo

Pra ir com a família no Jardim Zoológico

Dar pipoca aos macacos

Ah! Mas que sujeito chato sou eu

Que não acha nada engraçado Macaco praia, carro, jornal, tobogã

Eu acho tudo isso um saco

É você olhar no espelho Se sentir um grandessíssimo idiota

Saber que é humano, ridículo, limitado

Que só usa dez por cento de sua

Cabeça animal

E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial

Que está contribuindo com sua parte

Para nosso belo quadro social

Eu que não me sento

No trono de um apartamento

Com a boca escancarada cheia de dentes

Esperando a morte chegar

Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais

No cume calmo do meu olho que vê

Assenta a sombra sonora de um disco voador

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

MERCADO DE TRABALHO E EDUCAÇÃO CONTINUADA

  Compartilho a palestra proferida por  Max Gehringer no X Congresso de Sindicalismo Global. Para os que apreciam sugiro também  que visitem o site da Rádio CBN.

 

   Escritor, palestrante, executivo de grandes multinacionais, e... técnico!   Sim, Max Gehringer, técnico em contabilidade, falou nesta manhã (21), durante sua apresentação no X CONSIG - CONGRESSO DE SINDICALISMO GLOBAL, sobre carreiras, o mercado de trabalho e a importância do ensino técnico profissionalizante para o futuro dos jovens brasileiros.

   Max Gehringer conduziu a palestra contando suas experiências de vida desde seu tempo de menino em Jundiaí, interior de São Paulo, até seu primeiro "grande" emprego numa antiga empresa de tomate, localizada naquela região e desde então, passou a analisar as relações de trabalho entre patrões e empregados. Desde então vem interpretando tudo com muita crítica e com uma fina ironia, afinal relações de trabalho são ao mesmo tempo sérias e cômicas.

   Perguntado sobre a importância do ensino técnico profissionalizante, Max disse que acredita ser o único a falar na imprensa, e inclusive já fez isso, sobre a importância do curso técnico. Até mais que um curso superior, pois o curso técnico prepara o jovem para a prática, para o dia a dia e ainda com grandes possibilidades de se iniciar uma carreira na área escolhida, diferente de um curso superior, onde após longos 4 anos de estudo, o emprego na "área escolhida" não está garantido. Sem contar com a remuneração que muitas vezes é baixa.

   Ele defende o ensino técnico pois acredita que é uma etapa muito importante para o desenvolvimento profissional.

Fonte: FENTEC

X Congresso de Sindicalismo Global

FENTEC BRASIL

Programação Completa

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Gripe suína: Conselho de SP volta atrás e exige cumprimento de 200 dias letivos

Da Redação*
Em São Paulo

 

  O Ceesp (Conselho Estadual de Educação de São Paulo) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (19), uma indicação com orientações para o cumprimento dos mínimos anuais de 200 dias letivos e 800 horas de efetivo trabalho escolar. A medida se opõe ao despacho publicado no dia 8 de agosto, que desobrigava as instituições de cumprirem o número mínimo de dias em aulas, por conta da gripe suína.
  Cerca de 11,8 milhões de alunos de todos os níveis de ensino tiveram a volta às aulas adiadas no segundo semestre para prevenir o contágio da influenza A (H1N1). O Estado já havia estabelecido o cumprimento do número de aulas previsto na LDB no dia 12.  

  Entre as orientações gerais do conselho está a revisão do calendário escolar no que se refere à suspensão de aulas previstas para provas, exames, reuniões docentes ou datas comemorativas.
  O conselho também orientou que as atividades programadas pelas escolas fora do recinto escolar no período que antecedeu o dia de 17 de agosto poderão ser computadas como dia letivo, caso atendam às normas vigentes sobre dia letivo e atividades escolares. Outras atividades poderão ser programadas e incluídas na reformulação do calendário a ser homologado pelo órgão de supervisão das instituições.
Após retorno às aulas, caso surjam novos casos de alunos com gripe suína ou outro motivo que impeça a frequência normal às aulas de um ou mais alunos, a escola deverá oferecer atendimento e exercícios domiciliares, quando possível, ou garantir a reposição do conteúdo escolar após o retorno do aluno.
  As orientações do conselho valem para as redes públicas e privadas do Estado de São Paulo.
* Com informações da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

JOGO DOS INTERESSES…

Humpback Whale     É interessante como as pessoas tem o poder de passar boa parte de seu tempo preocupadas em saber se o “outro” está mentindo ou falando a verdade. São capazes, inclusive, de inferir sobre determinadas situações para tentar obter as respostas que lhes convém para o momento.

   Olhar para as necessidades educacionais que os rodeiam: NADA! Não sobra tempo. Também, como sobrará?

  Segundo Cortella, quando estamos insatisfeitos, criamos, inovamos, refazemos, modificamos e, assim, vamos nos construindo.

  Mas ele não diz, por exemplo, que quando estamos insatisfeitos cuidamos da vida alheia….

NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO

II ENCONTRO NAI

NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO

28 de agosto de 2009

OBJETIVOS:

Promover a reflexão e a discussão sobre os temas acessibilidade e inclusão junto a comunidade e profissionais atuantes na área, sobre oportunidades de acesso da pessoa com deficiência nos contextos sociais, educacionais e de trabalho


PÚBLICO ALVO:

Comunidade em Geral, Interessados em Geral, Profissionais das Áreas de Saúde e Educação


Data: 28 de agosto de 2009 - Horário: das 8 as 12horas

Local: Anfiteatro Prof.ª Rosa Aparecida Pimenta de Castro

Departamento de Enfermagem

Rua Napoleão de Barros, 754 - Vila Clementino  Próximo ao metrô Santa Cruz - HSP São Paulo

Clique aqui para fazer sua inscrição.

 

domingo, 16 de agosto de 2009

Educação - Gabinete do Secretário Resolução SE - 59

Educação - GABINETE DO SECRETÁRIO Resolução SE - 59, de 13-8-2009

 

Dispõe sobre medida preventiva de afastamento temporário de servidoras gestantes, nas escolas da rede pública estadual

O Secretário da Educação, à vista das recomendações exaradas na Resolução SS - 123, de 11, publicada em 12/08/2009, para prevenção da influenza A (H1N1) com relação a gestantes, especificamente às que atuam em estabelecimentos de ensino, na conformidade do disposto nos itens 4 e 5 do artigo 1º da citada resolução, resolve:
Artigo 1º - As servidoras grávidas, em exercício nas escolas da rede estadual de ensino, passarão a exercer, em caráter excepcional, atividades correlatas às atribuições dos respectivos cargos ou funções-atividade, em ambiente diverso dos correspondentes a suas áreas de atuação, no âmbito da própria unidade escolar, que apresente menor risco e exposição. § 1º - O exercício na conformidade do disposto no caput deste artigo será autorizado por Portaria do Diretor de Escola, com base nas disposições desta resolução, devendo a autorização ser publicada no Diário Oficial do Estado, constando o nome, RG, e o cargo/função da interessada.
§ 2º - O exercício diferenciado dar-se-á sem prejuízo de remuneração e será considerado como de efetivo exercício, para todos os fins e efeitos legais.
§ 3º - O Diretor de Escola organizará e definirá o ambiente de trabalho mais adequado, bem como as atribuições correlatas, a serem exercidas, na unidade escolar, por cada servidora grávida.
§ 4º - Quando se tratar de docente e na impossibilidade de aplicação do disposto no parágrafo anterior, poderá ser proposto, mediante anuência expressa da interessada e desde que devidamente justificado pelo Diretor de Escola, o afastamento da docente grávida junto à Diretoria de Ensino, para prestar serviços na Oficina Pedagógica.
§ 3º - O disposto neste artigo não inibe a servidora grávida de optar por se beneficiar da concessão de afastamento ou de licença a qualquer título, nos termos da legislação vigente.
Artigo 2º - Os casos omissos serão decididos pelo Dirigente Regional de Ensino, ouvido previamente o Departamento de Recursos Humanos da Secretaria da Educação.
Artigo 3º - O exercício, a que se refere o artigo 1º desta resolução, tanto na unidade escolar, quanto na Diretoria de Ensino, ficará automaticamente cessado quando as autoridades médicas oficiais declararem publicamente o término do período pandêmico no Estado de São Paulo.
Artigo 4º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

sábado, 15 de agosto de 2009

NOITE DE SOL

Rever conceitos, repensar posturas... "não é qualquer coisa”.

O vídeo apresenta o resgate da relação entre pai e filha. Uma boa sugestão para reunião com pais.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

PEQUENOS TORMENTOS DA VIDA

Em uma escola, crianças da terceira série descobrem o universo do Poeta Mario Quintana.

O video é bacana e totalmente possível de relizar a atividade em sala de aula.

Sugestão: Disciplina - Língua Portuguesa

Faixa Etária: Todas as idades

Nivel de Ensino: Ensino Fundamental I

Ainda vale a pena argumentar a prática pedagógica…

   “Aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar. Aqueles ou aquelas entre nós que imaginarem que nada mais precisam aprender ou, pior ainda, não têm mais idade para aprender, estão-se enclausurando dentro de um limite que desumaniza e, ao mesmo tempo, torna frágil a principal habilidade humana: a audácia de escapar daquilo que parece não ter saída.”(Mário Sérgio Cortella)

 

    Aprecio ler o que escreve Cortella e o trecho acima, prova,mais uma vez, que argumentar a prática pedagógica através do trabalho só é possível se estamos abertos ao aprendizado.

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O EGO

  O ego é algo complicado. Todos temos, pelo menos é o que eu acredito.

  Buscando o significado encontrei a seguinte informação: “O Ego é a soma total dos pensamentos, ideias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo.”

  Parece simples, mas na prática, lidar com tantas sensações é bem complicado. As pessoas, em alguns momentos, são capazes de apresentarem ações impensáveis, só para não ter que lidar conscientemente com a realidade que a cerca.

  E embora esse texto pareça uma viagem, se você parar para pensar, está diretamente ligado com diversos momentos que vivenciamos no trabalho com a educação.

Vamos pensar sobre o assunto…

 

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

"Professores brasileiros precisam aprender a ensinar"

ACREDITO QUE O SEGREDO PARA UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE ESTÁ NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR E É POSSÍVEL REALIZAR TAL QUALIFICAÇÃO NOS HORÁRIOS DESTINADOS PARA REUNIÕES PEDAGÓGICAS.
VALE CITAR QUE SOMENTE O LOCAL DE TRABALHO NÃO PREENCHE A NECESSIDADE DE FORMAÇÃO. É PRECISO BUSCAR OUTRAS MANEIRAS PARA NOS TORNARMOS PROFISSIONAIS DE EXCELENCIA.

COMPARTILHO A REPORTAGEM DA FOLHA ONLINE DE 10/08/2009:

MARTIN CARNOY

"Professores brasileiros precisam aprender a ensinar"

Para economista, é preciso supervisionar o que ocorre na sala de aula no Brasil; problema também afeta escola particular

MARIA CRISTINA FRIAS
ROBERTA BENCINI
DA REPORTAGEM LOCAL

"POR QUE alunos cubanos vão tão melhor na escola do que brasileiros e chilenos, apesar da baixa renda per capita em Cuba?" A pergunta norteou estudo do economista Martin Carnoy, professor da Universidade Stanford, que filmou e mensurou diferenças entre atividades escolares nos três países. No Brasil, o professor encontrou despreparo para ensinar e atividades feitas pelos alunos sem controle. "Quase não há supervisão do que ocorre em classe no Brasil." Para ele, o problema também atinge a rede particular. "Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá." Carnoy sugere filmar o desempenho dos professores. "Não basta saber a matéria. É preciso saber como ensiná-la." Ele esteve no Brasil na semana passada para lançar o livro "A Vantagem Acadêmica de Cuba", patrocinado pela Fundação Lemann.

FOLHA - O que mais chamou a sua atenção nas aulas no Brasil?
MARTIN CARNOY - Professoras contratadas por indicação do secretário de Educação do município, que dirigem a escola e vão lá de vez em quando; 60% das crianças repetem o ano, e professoras pensam que isso é natural porque acham que as crianças simplesmente não conseguem aprender. Fiquei impressionado, o livro [didático usado na sala de aula] era difícil de ler. Precisaria ter alguém muito bom para ensinar aquelas crianças com ele. Ficaria surpreso se qualquer criança conseguisse passar [de ano]. Vi escolas na Bahia, em Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio... [entre outros].

FOLHA - Qual a metodologia do estudo?
CARNOY - Como economista, usei dados macro para explicar as diferenças entre os países nos testes de matemática e linguagem. Fizemos análises com visitas a escolas e filmamos classes de matemática e analisamos as diferenças entre as atividades em classe. Há uma grande diferença, pais cubanos têm renda baixa, mas são altamente educados, em comparação com os do Brasil. O estudo foi finalizado em 2003 e depois comparamos Costa Rica e Panamá. Na Costa Rica, há coisas engenhosas, aulas com duas horas, em que se pode realmente ensinar algo. Supervisionar a resolução de problemas de matemática e, principalmente, discutir resultados e erros. Os alunos cubanos têm aulas acadêmicas das 8h às 12h30. Depois, almoço. Voltam às 14h e ficam até as 16h30, quando têm uma sessão de TV por 40 minutos. A seguir, artes e esportes, mas com o mesmo professor.

FOLHA - Ter o mesmo professor durante quatro anos (como os cubanos) é uma vantagem? CARNOY - Quatro anos, pelo menos. Mas os alunos não mudam de um ano para outro. No Brasil, se alunos e professores mudam muito de escola, como fazer isso? Se a ideia é tão boa, se funciona, deveríamos fazer algo para que pelo menos professores não mudassem tanto.

FOLHA - Qual a sua avaliação sobre a proposta da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo que vincula o aumento de salário à permanência do professor na mesma escola e à aprovação em testes?
CARNOY - Sugeri ao secretário Paulo Renato que acrescentasse um teste: filmar o professor, como no Chile. Professores de outra escola avaliam os videoteipes. Professores podem ser bons nos testes, mas péssimos para ensinar. Se você tiver um professor experiente que foi bem ensinado a ensinar e teve um bom desempenho com os alunos, a diferença é visível em relação a uma pessoa sem experiência, como eu. Profissionais que viram as fitas disseram que há grande diferença entre o professor cubano e o brasileiro.

FOLHA - A Secretaria da Educação pretende oferecer curso de treinamento de professores de quatro meses. Em Cuba, dura 18 meses, para o nível médio. O que é importante num treinamento?
CARNOY - [Em Cuba] São oito meses para a escola fundamental. Mas são para os professores que não foram à faculdade. Você deve se lembrar que houve escassez de professores, com o incremento do turismo, que atrai pelo pagamento em dólares. Tiveram de produzir muitos professores, muito rapidamente. Então, pegaram os melhores estudantes do ensino médio e lhes ofereceram cinco anos de universidade nos finais de semana. O que é importante nesses cursos de treinamento é ensinar como dar o currículo, como ensinar matemática. O Estado deve estabelecer padrões claros, como na Califórnia. Isso é o que tem de ser ensinado em matemática no terceiro ano. No Chile, há um currículo nacional, mas não ensinam aos estudantes de pedagogia como ensinar o currículo.

FOLHA - O sr. dá muita importância ao diretor...
CARNOY - E também à supervisora, que em muitas escolas no Brasil não fazem nada, não entram em sala. Em Cuba, diretores e vice-diretores ou supervisoras assistem às aulas. Nos primeiros três anos de serviços de um professor, eles entram muito, ao menos duas vezes por semana. São tutores que asseguraram que a instrução siga o método e o nível requeridos pelos padrões estabelecidos.

FOLHA - Os bônus a professores, como ocorre no Estado de São Paulo, são um bom caminho? CARNOY - Não há boas evidências de que esse sistema de estímulo funciona. O modelo usado em São Paulo, em que todos os professores ganham mais dinheiro se a escola atingir a meta, pode funcionar. Tentaram isso na Carolina do Sul, no final dos anos 80. Foi um grande sucesso por poucos anos e, depois, deixou de sê-lo porque não houve mais melhora. Eles só atingiram um certo limite e não conseguiram mais progredir. Há o efeito inicial do esforço e depois, quando as pessoas têm que saber melhor como aprimorar o desempenho dos alunos, nada acontece. E não existe mais na Carolina do Sul. O que tem sido feito, em geral, nos EUA não é bônus, mas punição. Se a escola fracassa em atingir a sua meta em três anos, como na Flórida, os estudantes podem receber vouchers e frequentar escolas particulares, em vez de públicas. A forma como estão fazendo em São Paulo não é a melhor. Eles medem neste ano como a segunda série aprende e, no próximo, quanto a segunda série aprende. Mas não os mesmos alunos. Escolas pequenas têm mais chance de receber bônus do que grandes. Se a escola cai, não há punição. Só não recebe bônus. Não estou defendendo punição, só digo que eles [bônus] são mal mensurados. Você pode fazer como em São Paulo, mas não dar bônus todo ano, e sim a cada dois anos. E aí poderá ver o que se ganhou com os alunos que se mantiveram na escola e ter as médias, mas com as mesmas crianças através das séries. O problema da falta de professores é mais grave porque é sobretudo um absenteísmo autorizado, não é ilegal. Em Cuba, professores e alunos faltam pouco. É tudo controlado.

FOLHA - Melhorar o ensino público provocaria uma avanço na educação como um todo, inclusive nas escolas particulares?
CARNOY - Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá. Mesmo os melhores docentes brasileiros são menos treinados do que os de Taiwan. Os melhores professores no Brasil têm em média desempenho abaixo da média do professorado de países desenvolvidos. Investir e melhorar a escola pública, que é a base de comparação dos pais, elevaria o resultado das melhores escolas particulares também. Professores são bons em pedagogia, mas não no conhecimento a ser ensinado. Não treinam muito matemática e não sabem como ensiná-la.

FOLHA - O que do modelo cubano não pode ser transposto considerando que Cuba vive sob ditadura?
CARNOY - Há, de fato, uma falta de criatividade [no ensino]. Não se pode questionar, ser contra a Revolução. Mas as crianças sabem que estão aprendendo o esperado. São bons em matemática, sabem ler bem e aprendem muita ciência, mesmo nas escolas rurais ou de bairros urbanos de baixa renda. O Brasil tem a capacidade de enfrentar esses problemas [ter crianças bem nutridas, com bom atendimento médico]. Por que em uma sociedade com uma renda per capita que não é tão baixa não se faz isso? Acho que tem de ser construído um sistema de supervisão, com pessoas capazes de ensinar e treinar novos professores a ensinar. Os professores no Brasil estudam muito linhas de pedagogia e menos como ensinar. Podem esquecer tudo aquilo de Paulo Freire, um amigo. Devem ler sua obra como exercício intelectual, mas queremos que professores saibam ensinar.

FOLHA - Não é possível conciliar na América Latina bom ensino com autonomia, democracia? CARNOY - A melhor escola é a que tem professores com democracia. Mas temos de ter um acordo de quais são os nossos objetivos. Tony Alvarado é um supervisor em Manhatan que trocou metade dos professores e dos diretores para melhorar a qualidade das escolas. Ele disse aos professores: "Este é o programa. Vão implementá-lo comigo ou não? Têm uma semana para pensar. Se não quiserem, são livres para sair".
FOLHA - No Brasil seria mais difícil...
CARNOY - Seria muito mais fácil! Um quarto do professorado muda de escola todo ano! Em Nova York, não se demitiu. Alvarado mandou-os para outros bairros. Precisa, no início, de um certo autoritarismo. Porque alguém tem de dizer o que fazer no início. E depois, sim, há uma democracia. Os diretores devem se preocupar com os direitos das crianças. Em Cuba, é o Estado. Aqui, os sindicatos de professores preocupam-se com os direitos dos associados - e estão em certos em fazê-lo. Mas e as pobres crianças que não têm sindicatos para defender seus direitos à educação?

domingo, 9 de agosto de 2009

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO

Vamos aguardar os encaminhamentos das redes educacionais.
CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO
Despacho do Presidente, de 7-8-2009
Processo CEE Nº: 532/2009
Interessado: Conselho Estadual de Educação
Assunto: Orientação às escolas quanto a reorganização dos
calendários escolares
Relator: Conselheiro Francisco José Carbonari
Resolvo, por motivo de urgência, aprovar “ad referendum”
do Conselho Pleno, a Indicação CEE 91/2009.
“1 - As atividades escolares de todas as instituições integrantes
do sistema estadual de ensino, como é de notório
conhecimento público, foram impactadas pelas orientações das
autoridades sanitárias para minimizarmos os riscos de disseminação
da Gripe a (H1N1).
2 - Não cabe a este Conselho, fazer qualquer comentário a
respeito dos assuntos relativos à área da Saúde. No entanto,
entendemos ser de nossa responsabilidade a orientação ao conjunto
de escolas, quanto a reorganização dos calendários escolares
afetados em decorrência desta situação que, desde já,
consideramos emergencial.
3 - a manifestação deste Colegiado é particularmente
importante por conta do quadro normativo relacionado ao cumprimento
obrigatório dos mínimos de atividades escolares. O
Artigo 24 da Lei 9394/96, garantiu velha aspiração dos educadores,
fixando que a educação básica, nos níveis fundamental e
médio, teriam “carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídas
por um mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar”.
A respeito desses mínimos e dos conceitos neles contidos
tanto este Conselho como o Conselho Nacional de Educação,
tem pareceres esclarecedores e que podem ser utilizados como
referência para as situações ordinárias. Basicamente o que cabe
reiterar é que os dois parâmetros não podem ser desprezados,
salvo em situações emergenciais (quando o problema atinge o
sistema como um todo) ou excepcionalmente (em casos isolados),
sempre mediante expressa manifestação do órgão normativo
do sistema.
4 - no caso desta situação emergencial em que a interrupção
das atividades escolares se deu no reinício do 2º semestre,
sem que se pudesse contar com os dias das férias (ou recesso)
do mês de julho, as instituições de ensino, sejam elas da rede
estadual, das redes municipais e da rede privada, devem reprogramar
as atividades escolares, de forma a assegurar que os
objetivos educacionais propostos possam ser alcançados, sem
que contabilmente as atividades sejam distribuídas pelo mesmo
número de dias previsto no Calendário original.
5 - Sabidamente os calendários escolares, relativos ao 2º
semestre, já previam atividades até o final do ano civil e, assim,
não sobram muitas alternativas para prorrogá-las de forma a
avançar no terço final do mês de dezembro, apenas para satisfazer
formalmente um número mínimo de dias. Assim, reiteramos
tratar-se de situação emergencial, portanto, os calendários
refeitos poderão prever o reescalonamento das atividades
ainda que a distribuição das atividades ocorra em número de
dias menor que o anteriormente definido. Para as escolas da
rede privada, os calendários refeitos deverão ser remetidos até
o dia 31 de agosto à Diretoria de Ensino, para serem aditados
“ex-oficio” aos Planos Escolares. As escolas da rede estadual
devem aguardar instruções da Secretaria de Estado da
Educação”.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Comunicado CENP de 29 de julho de 2009

Comunicado CENP de 29 de julho de 2009

Aos Dirigentes Regionais de Ensino, Supervisores de Ensino e Diretores das Unidades Escolares

A Coordenadora da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, à vista do adiamento do reinício das aulas do 2º semestre de 2009, para 17 de agosto, previsto pelo Comunicado SE de 28/07/2009, e da necessidade de se proceder aos ajustes dessa alteração, nos calendários das unidades escolares, solicita das equipes gestoras das escolas e das Diretorias de Ensino, especial atenção ao que segue:
1. O adiamento do reinício das aulas deve ser entendido como suspensão das atividades escolares em decorrência de uma recomendação da Secretaria de Estado da Saúde, e não como uma medida que determina o fechamento das unidades escolares.
2. O adiamento se estende a todas as unidades escolares que integram a rede estadual de ensino, e assim entendido, às classes das escolas que funcionam em locais diversos, como é o caso da Fundação Casa;
3. Dentre as medidas a serem assumidas pelas unidades escolares, a reorganização do calendário escolar se impõe como providência de imediata realização . Nesse sentido, caberá à unidade escolar:
a. manter ou rever as datas de seu replanejamento escolar, ou seja, realizando-o nos dias já programados, ou remanejando-o para outra data, desde que anterior ao efetivo reinício das aulas;
b. dimensionar o número de dias letivos anuais necessário à obtenção do total exigido pela Lei nº 9394/96, acompanhado das alternativas para seu cumprimento.
4. Lembrar que o adiamento do reinício das aulas ao ser entendido como o prolongamento do período do recesso pressupõe atividades regulares da equipe gestora e dos funcionários da unidade escolar, à exceção dos docentes atuantes em sala de aula, cuja participação, nesse período, ficará restrita às reuniões de replanejamento escolar.


Valéria de Souza
Coordenadora

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

QUEM É RESPONSÁVEL PELA FORMAÇÃO DO PROFESSOR?

Depois que o governo divulgou o projeto de evolução funcional dos professores das escolas estaduais, observo um número considerável de profissionais com o seguinte entendimento: Quer dizer que somos responsáveis por nossa formação?
Hora, quem então é responsável pela formação ? Trabalhar na educação pública é uma escolha, assim como também é uma escolha ser professor. Partindo desde princípio, acredito que os profissionais da educação precisam buscar novos conhecimentos sempre.
Tenho um pouco de dificuldade em entender como um profissional da educação espera a formação bater a sua porta. Parece aquele caso da borboleta: "Se a borboleta entrar na sala e despertar o interesse nos alunos....."
Observo também, uma incansável busca pelo culpado , enquanto isso ,os alunos estão esperando uma educação de qualidade que lhes é de direito.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

E dá para entender?

Será que os dirigentes em geral e a população estão com dificuldades de entendimento?


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04/08/2009 - 07h35
Para ministro, é um "disparate" adiar aulas por causa da gripe suína
da Folha de S.Paulo, no Rio da Agência Folha


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem (3) considerar um "disparate" alunos sadios terem o início das aulas adiado por conta da gripe suína. Segundo ele, a recomendação do ministério é que devem ficar em casa apenas as crianças e funcionários com sintomas como febre e tosse.
"Quem não tem sintoma não tem que ficar em casa. Seria um disparate total", disse ontem em evento no Rio. Os governos de São Paulo, Rio, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas prorrogaram as férias escolares.

A decisão foi tomada após o próprio ministério divulgar nota, na semana passada, em que transferia aos Estados a decisão de adiar ou não o início das aulas como estratégia para conter a disseminação do vírus.
Em vários Estados, as aulas foram adiadas para o dia 17. O secretário da Saúde de SP, Luiz Roberto Barradas Barata, argumentou que, a partir desta data, a temperatura estará mais amena e já terá passado o prazo que costuma durar uma epidemia de gripe (cerca de oito semanas). Ele não comentou a declaração do ministro.
O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, afirmou que as aulas foram adiadas com base na opinião de um comitê de especialistas. Já o governador Aécio Neves (Minas) diz que "foi uma medida preventiva" e que o Estado está "atento, mas não alarmado".
Exagero
Além da rede pública, várias escolas particulares e universidades também prorrogaram as férias. Eitan Berezin, presidente do departamento científico de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, acha que houve um certo exagero. "Até os adolescentes do ensino médio poderiam ter aulas", diz.
Berezin, porém, diz que a recomendação em relação às crianças é válida. "É uma medida importante para creches e escolas com crianças menores, porque elas se beijam e abraçam mais, têm mais contato."
O infectologista David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas, participou da reunião em SP que definiu pelo adiamento das aulas. Segundo ele, a decisão foi acertada, já que dados recentes mostram que a transmissão do vírus por crianças é o dobro da por adultos.
Esper Kallas, infectologista da USP, diz que o efeito da medida será pequeno, já que existem outras formas de aglomeração, como cinema e shopping, que não são evitadas.
Mas, em São Paulo, algumas das escolas que decidiram não suspender as aulas enfrentaram a resistência de pais.
Na Agostiniano Mendel (zona leste de SP), pais foram à diretoria pedir a suspensão das atividades, que recomeçaram ontem. Os alunos foram informados que, nesta semana, haverá revisão de conteúdo, com presença obrigatória. Procurada, a escola não se manifestou.
No Liceu Pasteur (zona sul), os alunos afirmam que metade dos estudantes faltou, já que a presença não é obrigatória. "Liguei para a escola para saber se vão se responsabilizar se algum aluno ficar doente", diz a acupunturista Leila de Castro, 39, mãe de Giovanna, 15.
Temporão criticou previsões de expansão da doença. "Existem os futurólogos do caos que escrevem um monte de besteira. Saiu na imprensa que nós teríamos milhões de casos, [projeção] em cima do modelo matemático feito para um vírus diferente de uma doença que não existiu. Chega a ser patético."

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

LER E COMPREENDER - Programa de Atualização em dislexia

A atualização é interessante, online e com muita qualidade. Para participar basta realizar o cadastro gratuitamente no site Ler e Compreender

03/08/2009 - Dislexia: A correlação entre passado e presente e o processo diagnóstico
Palestrantes:
  • Dr. Josef Bukstein Vainboim - Moderador
  • Dr. Rubens Wajnsztejn Professor Assistente de Neurologia da FMABC e Coordenador do Núcleo Especializado em Aprendizagem da FMABC
  • Dra. Vera Blondina Zimmermann Psicanalista, Membro do Departamento de Psicanálise do Instituto SEDES SAPIENTIAE, Dra em Psicologia Clinica-PUC/SP, Coordenadora do CRIA (Centro de Referência da Infância e Adolescência da UNIFESP/Escola Paulista de Medicina), Espec. em Desadaptações Escolares e em Clinica Psicológica da Infância e Adolescência, publicações recentes: co-autora do livro “Singularidade na Inclusão-estratégias e resultados”, São José dos Campos, Pulso Editorial, 2007; autora do livro “Adolescentes estados-limite- a instituição como aprendiz de historiador”, São Paulo, Escuta, 2007.

01/09/2009 - Como suspeitar e identificar a dislexia no contexto escolar - Ações da escola com alunos disléxicos

Palestrantes:

  • Dra. Nivea Maria de Carvalho Fabrício
  • Dra. Thelma Pantano

Salário de professor pode chegar a R$ 7 mil em São Paulo

HOJE PARTILHO A REPORTAGEM DA FOLHA ONLINE:


03/08/2009 - 00h05
Salário de professor pode chegar a R$ 7 mil em São Paulo
GILBERTO DIMENSTEINColunista da Folha Online


O governador de São Paulo, José Serra, vai lançar na próxima terça-feira projeto para que um professor da rede estadual tenha um salário de até R$ 7 mil e um diretor, R$ 8 mil --os valores são cerca do dobro que essas categorias atingem atualmente, depois de chegar ao máximo da carreira.

Serra quer elite dos professores
Mônica Bergamo: Professores de SP terão prova para aumento
Grupo de professores cobra mudança na USP

Mas, para chegar lá, eles terão de submeter a vários testes, não faltar às aulas e ficar pelo menos três anos na mesma escola. Foi o jeito encontrado de reduzir a rotatividade e o absenteísmo, além de estimular a formação.

Veja a tabela de salários em http://www.dimenstein.com.br/

Todo o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos. Se aprovado, o candidato terá um aumento de 25% no salário. Mas a nota exigida será maior a cada exame, indo de 6 a 9, tornando mais difícil atingir o salário máximo.
Uma das ideias é fazer com que os professores e diretores sejam ajudados presencialmente ou em cursos a distância a realizar os exames.
Ninguém será obrigado a fazer os exames, mas, aí, terá se submeter aos aumentos regulares, baseados em tempo de serviço e diplomas --um professor com 40 horas/aulas ganha, no final da carreira, cerca de R$ 3.100 mensais.
A educação é apontada como uma das áreas mais vulneráveis da gestão do PSDB em São Paulo --a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio sem saber ler e escrever adequadamente. Neste ano, foi lançada a obrigatoriedade para que todo professor que passe no concurso tenha de ficar pelo menos quatro meses estudando até ir para sala de aula.

Endereço da página:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u603923.shtml
Links no texto:
Serra quer elite dos professores
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u604030.shtml
Mônica Bergamo: Professores de SP terão prova para aumento http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u604042.shtml
Grupo de professores cobra mudança na USP http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u604025.shtml
http://www.dimenstein.com.br/ http://www.dimenstein.com.br/

sábado, 1 de agosto de 2009

Continuando o comentário da Thays...

Tive a oportunidade de trabalhar com a Thays por algum tempo e sei de sua responsabilidade com a educação. Ela fez um comentário muito interessante no post "O que você pensa sobre a imagem?.
Concordo plenamente quando cita que nós, profissionais da educação, precisamos ter responsabilidade e comprometimento, visto que é fruto de nosso trabalho a formação de tantos outros profissionais.
Em muitos espaços escolares, alguns profissionais da educação apresentam uma preferência espetacular em falar mal da "escola", da proposta de trabalho, dos gestores, da organização da rotina, das reuniões pedagógicas... Mas poucos são os profissionais organizados que apresentam uma boa argumentação pedagógica para propor uma nova estratégia de trabalho.

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