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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Será que a gestão é democrática?

Gestão democrática é o que ouvimos em todos os cantos das escolas públicas, mas será que de fato isso acontece?

Fico pensando:

Como é possível fazer uma gestão democrática se todas as ações da escola estão centradas no diretor/diretor?

Como é possíve fazer uma gestão democrática se os professores não participam das decisões da escola?

Como é possível fazer uma gestão democrática se a comunidade não participa das discussões?

É, Vitor Paro tem mesmo razão quando diz que precisamos" olhar a escola na sua inteireza".

segunda-feira, 28 de março de 2011

História da Educação em São Paulo

Arquivo Público digitaliza mais 4 mil documentos sobre a História da Educação em São Paulo

Ilustrações, fotos e relatórios estão disponíveis no site temático “Memória da Educação”

Um novo conjunto de documentos do acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo, órgão vinculado à Casa Civil, já está disponível no site temático “Memória da Educação”. São mais 4 mil ilustrações, fotografias e relatórios que revelam detalhes da história escolar no Estado de São Paulo nos séculos XIX e XX. Com a inclusão do material sobe para 25 mil o número de documentos relativos à educação digitalizados pelo Arquivo.
No endereço http://www.arquivoestado.sp.gov.br/educacao podem ser acessadas informações sobre o ensino no interior do Estado, com destaque para documentos inéditos das regiões de Campinas, Araraquara, Casa Branca, Guaratinguetá e Santa Cruz do Rio Pardo. Os relatórios, elaborados pelas Delegacias Regionais de Ensino, tratam de assuntos referentes às atividades administrativas e pedagógicas das escolas da época: quadro de funcionários e funções, quantidade de classe e matrícula ofertadas em escolas, gráficos demonstrativos do desempenho dos alunos por município, fotografias das atividades escolares, condições físicas dos prédios, entre outras.
Toda a documentação utilizada (cerca de 9 km lineares) faz parte do acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo. O site será atualizado periodicamente, com a inclusão de mais documentos sobre a História da Educação. Completam a página alguns artigos publicados pelo o Arquivo Público sobre o tema.
Sobre o Arquivo Público do Estado de São Paulo
O Arquivo Público do Estado de São Paulo é um dos maiores arquivos públicos brasileiros. Sua função é formular uma política estadual de arquivos e recolher, tratar e disponibilizar ao público toda documentação de caráter histórico produzido pelo Poder Executivo Paulista.
A instituição mantém sob sua guarda aproximadamente 6 mil metros lineares de documentação textual permanente, 17 mil metros de documentação intermediária, 900m de material iconográfico, grande quantidade de jornais e revistas e uma biblioteca de apoio à pesquisa com 45 mil volumes.
Informações para a imprensa com Veronica Cristo ou Raphael Dagaz pelo telefone (11) 2089-8124 ou pelo e-mail comunicacao@arquivoestado.sp.gov.br

domingo, 27 de fevereiro de 2011

E quem respalda o professor?

 

Desde 5ª feira que penso em escrever sobre um fato que aconteceu dentro de uma escola pública estadual. Quando lidamos com a internet e com a velocidade das informações é sempre necessário cuidar do quê, do como, do para, das assimilações deformantes, enfim…

Deparei-me na última quinta – feira com um professor que foi mordido por um cachorro  dentro da escola em que trabalha quando saia para o seu terceiro turno. O cachorro é parte da escola já está lá faz alguns anos e não sei ao certo se já mordeu outras pessoas e também, muitas vezes, o animal tem tal ação apenas para defender-se quando acha que seu espaço está ameaçado.

A mordida parecia superficial até que chegando ao médico percebeu que o ferimento atingiu a pele, a derme e o musculo. Curativo feito, vacina indicada, remédios receitados…

Naturalmente, por o incidente ter acontecido dentro do espaço de trabalho entende-se que é um acidente de trabalho, não é? Não, não é. A orientação é de que se o ferimento inflamar, se precisar de alguns dias de afastamento, se tiver febre, então, procura-se a direção da escola que deverá autorizar a secretária a relatar o ocorrido e com a assinatura de duas testemunhas e mais alguns documentos inicia-se o processo de acidente de trabalho (essa foi a orientação da diretora).

O professor foi alertado pela diretora de que não estava no seu horário de trabalho, por que será né? Porque nós os professores, achamos que podemos abraçar o mundo, muitas vezes temos ações puramente por termos a consciência do nosso papel na educação dos alunos, por termos clareza da responsabilidade do trabalho na escola pública, por querermos fazer a diferença na formação dos alunos…

Neste dia a única pessoa que estava na escola era a zeladora que prontamente socorreu o professor.

O interessante é que no outro trabalho,  do terceiro turno, a responsavel pelos recursos humanos, não titubeou em fazer um CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) já que o professor estava a caminho desse local de trabalho.

O em questão professor ainda não sabe que aprendizado teve com o incidente,mas não vai deixar de fazer o seu trabalho com responsabilidade como sempre fez.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sabe quem está alfabetizado?

O marco da semana foi o “individuo” que parece que é alfabetizado. Como levar a sério a democracia com tantas demonstrações de que vivemos em uma “palhaçada”?

Quero acreditar que não, mas tudo indica que o eleito em questão assumirá o posto e ainda representará o povo brasileiro. É preciso levar esse assunto para nossas escolas e discutí-lo com todos os segmentos: comunidade, pais, alunos, professores, colaboradores, parceiros, supervisores, coordenadores, diretores…

Enfim…

Não existe neutralidade, lembram??

Seguimos conversando.

sábado, 2 de outubro de 2010

Manifesto dos Pioneiros da Educação…

Durante a semana li o  Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932) e compartilho um trecho com todos:

Certo, um educador pode bem ser um filósofo e deve ter a sua filosofia de
educação; mas, trabalhando cientificamente nesse terreno, ele deve estar tão
interessado na determinação dos fins de educação, quanto também dos meios de
realizá-los. O físico e o químico não terão necessidade de saber o que está e se passa
além da janela do seu laboratório. Mas o educador, como o sociólogo, tem
necessidade de uma cultura múltipla e bem diversa; as alturas e as profundidades da
vida humana e da vida social não devem estender-se além do seu raio visual; ele deve
ter o conhecimento dos homens e da sociedade em cada uma de suas fases, para
perceber, além do aparente e do efêmero, "o jogo poderoso das grandes leis que
dominam a evolução social", e a posição que tem a escola, e a função que representa,na diversidade e pluralidade das forças sociais que cooperam na obra da civilização.
Se têm essa cultura geral, que lhe permite organizar uma doutrina de vida e ampliar o
seu horizonte mental, poderá ver o problema educacional em conjunto, de um ponto
de vista mais largo, para subordinar o problema pedagógico ou dos métodos ao
problema filosófico ou dos fins da educação; se tem um espírito científico, empregará
os métodos comuns a todo gênero de investigação científica, podendo recorrer a
técnicas mais ou menos elaboradas e dominar a situação, realizando experiências e
medindo os resultados de toda e qualquer modificação nos processos e nas técnicas,
que se desenvolveram sob o impulso dos trabalhos científicos na administração dos
serviços escolares.

domingo, 22 de agosto de 2010

Educação não se faz sozinho…

Já é sabido que educação não se faz sozinho e que de alguma forma é construida coletivamente.

Pensando a formação de professores é necessário planejarmos juntos, de dentro para fora… validando os conhecimentos prévios que tanto usamos no discurso. Desde que a educação transformou-se em “negócio”  as concepções  estão passando entre os dedos das mãos. Projetos consistentes são sempre bem vindos, afinal, a educação precisa de investimentos.Mas vamos cuidar para que as ações para uma educação pública de qualidade não fiquem pelo caminho.

Seguimos conversando…

paulo freire

domingo, 1 de agosto de 2010

Propostas para a educação pública II

por Débora Martins

Este post valida minha escolha profissional que é a EDUCAÇÂO. Mais uma vez chamo a atenção de todos para as propostas que temos para a educação pública ou não, para o direito a educação e para o que efetivamente acontece em prol de nossas crianças.

Vamos cuidar…

Compartilho o que escreveu Fernanda Torres para a Folha de São Paulo:

Dom Quixote de Ferrari

O SENADOR Cristovam Buarque declarou à Receita que seu mais precioso bem é uma biblioteca no valor de R$ 400 mil. Fernando Collor de Mello possui o carro mais caro de todo o Congresso: uma Ferrari que custa cerca de R$ 700 mil.

Não condeno o dispendioso gosto automobilístico do ex-presidente. Afinal, Collor teve recursos para adquirir o bólido. O que me comove é o tesouro de Cristovam Buarque.
O senador lembra o herói de "As Invasões Bárbaras", o filme canadense que aborda o fim do humanismo. Nele, um intelectual com câncer em estado terminal se despede do mundo sob os cuidados dos companheiros de juventude, todos eruditos e de esquerda, e do filho, um jovem economista neoliberal.

Pragmático e atencioso, o rapaz administra a morte do pai como quem comanda o fechamento do balanço de uma empresa. Sem o filho, o velho comunista acabaria seus dias em uma versão canadense do SUS. Com ele, morre confortavelmente irritado com a constatação de que todos os seus anseios juvenis de igualdade foram para o ralo.
Um abismo separa o idealismo do progenitor da praticidade mercantil do rebento. A mesma discrepância que distancia a Ferrari de Collor da biblioteca de Cristovam Buarque.
Cristovam foi a Marina da última disputa presidencial, na qual se engajou com o objetivo de chamar a atenção para um tema que considerava crucial: a educação.
Marina também atrela seu discurso à educação, mas as bandeiras de sua campanha, a ecologia e a sustentabilidade, são os assuntos do momento.

Eles estão presentes tanto em filmes-catástrofes de Hollywood como em livros extraordinários como "Colapso", de Jared Diamond. E seu candidato a vice é um empresário que soube transformar o discurso verde e rosa em lucros e dividendos.

Segundo indicam as pesquisas, essas bandeiras, aliadas ao carisma da senadora, podem fazê-la chegar ao primeiro turno com quase 10% do eleitorado. Já Cristovam acabou em quarto lugar na eleição de 2006, chegando atrás até de Heloísa Helena, com apenas dois vírgula nada de votos.

Em 1995, durante seu mandato como governador do Distrito Federal, ele criou o projeto Bolsa Escola. Fernando Henrique nacionalizou a ideia e Lula transformou-a na Bolsa Família.
Por meio desse programa, o presidente distribuiu renda, aumentou o poder aquisitivo dos miseráveis e impulsionou a produção de bens de consumo.

Seria miraculoso se o mesmo resultado econômico alcançado com o Bolsa Família se desse agora com o outro objetivo do Bolsa Escola original, o que Cristovam chamava na campanha presidencial de "revolução da educação".

O fato de a melhora do nível do ensino ser um dado não computável em pesquisas de curto prazo é uma das razões de a educação ser a mais frágil das necessidades básicas da União e, imerecidamente, uma das mais esquecidas durante as campanhas eleitorais.

O mito de que Lula teria vencido na vida sem estudar me parece enganoso. O presidente não fez faculdade, mas alcançou notório saber durante anos de prática sindical, política e convivência com intelectuais que lutaram pela democratização. Lula teve acesso à educação.

A figura gentil, sensível e delicada do senador Cristovam Buarque é tão tocante quanto a de Dom Quixote, de Cervantes. Um solitário cavaleiro visionário em meio ao violento jogo de interesses do Planalto Central.

Se homens como Cristovam tivessem a voracidade dos que pilotam Ferraris, talvez o problema educacional brasileiro estivesse mais bem encaminhado.
O Terceiro Milênio requer uma certa dose de brutalidade, de Dom Quixotes de Ferrari.

Fernanda Torres             

Jornal Folha de São Paulo – 01/08/2010  

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Propostas para a educação pública…I

por Débora Martins
Quatro anos passaram e em breve teremos que escolher os nossos representantes através do voto.
No Brasil a criação de partidos políticos é livre e portanto possuem autonomia para  organização de suas estruturas internas. Entendo que criar estruturas internas significa, também, criar propostas para governar, inclusive para nossa educação pública.
Em seus planejamentos de campanhas, será que nossos candidatos estão preocupados em socializar as propostas organizadas para os próximos anos?
Vamos cuidar…

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