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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Coerência: falar, fazer e escolher

 

Sempre penso que a coerência entre o que falamos e fazemos precisa existir mesmo que os interesses que surgem no percurso queiram indicar outro caminho.

De fato não é trabalho fácil, mas é preciso cuidar para que não torne-se impossível.  É preciso atenção! É preciso cuidado!

Hoje navegando pelas páginas da internet encontrei o texto de Moran que segue abaixo. Lembrei-me dos questionamentos internos que as vezes tomam conta de meu ser e de algumas reflexões pedagógicas que acontecem com frequências em minhas andanças na educação.


Causar impacto ou fazer escolhas coerentes?

José Manuel Moran

Na vida fazemos escolhas bobas e escolhas significativas. As mais importantes são as que nos levam ao que somos neste momento: que tipo de pessoa nos tornamos? Vivemos para os outros (o que conta é aparência, não a verdade) ou vivemos para nós mesmos? Somos pessoas coerentes ou incoerentes? Procuramos melhorar ou já desistimos? Em que áreas continuamos evoluindo e em quais já não o fazemos?

A tentação é muito grande de seguir a orientação externa, de olhar sempre para os demais para depois agir e, em doses excessivas, nos prejudica muito.  A desistência, também. A coerência é complicada, porque nos exige uma constante vigilância contra nossa vontade de enfeitar, de mentir, de esconder, de mascarar. E há mil justificativas para o fingimento. Em curto prazo, lucramos muito mais. Fingir é mais fácil que realizar. A longo prazo, a coerência interna, a aceitação de cada etapa, mesmo do que não conseguimos mudar, é fundamental para o nosso crescimento como pessoas e como profissionais. Demoramos muito mais do que os movidos por marketing, mas a construção costuma ser mais sólida.

Coerência não significa perfeição, domínio de tudo. Coerência significa olhar com tranqüilidade para tudo o que somos e fazemos e procurar não mascarar de nós mesmos o que enxergamos. Onde somos incapazes, o aceitamos e vamos procurando mudar na medida em que nos for possível, mas intimamente sabemos que temos áreas cinzentas de imobilidade e dificuldades.

Podemos escolher viver de aparências ou viver coerentemente. Ambas têm ganhos e perdas. Quem vive de aparências, costuma seduzir mais rapidamente os outros, achar os melhores espaços, ganhar visibilidade, porque a procura intensamente. A médio ou longo prazo, em geral, a construção apresenta furos e costuma fazer algum tipo de água nas pessoas mais perspicazes. A construção da coerência é mais trabalhosa, silenciosa e pouco glamorosa. Alguns querem aparecer, porque o aparecer é um valor e traz muitas vantagens. Outros preferem que o seu trabalho e contribuições falem por si mesmos, e não montam esquemas de marketing para visibilizar-se. Se você tem algo importante para contribuir socialmente,  muitos o perceberão, provavelmente num ritmo menor, mas com resultados mais consistentes.

Contribuiremos mais para a educação se mostrarmos coerência crescente entre o que pensamos, o que ensinamos e o que fazemos.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

E quem respalda o professor?

 

Desde 5ª feira que penso em escrever sobre um fato que aconteceu dentro de uma escola pública estadual. Quando lidamos com a internet e com a velocidade das informações é sempre necessário cuidar do quê, do como, do para, das assimilações deformantes, enfim…

Deparei-me na última quinta – feira com um professor que foi mordido por um cachorro  dentro da escola em que trabalha quando saia para o seu terceiro turno. O cachorro é parte da escola já está lá faz alguns anos e não sei ao certo se já mordeu outras pessoas e também, muitas vezes, o animal tem tal ação apenas para defender-se quando acha que seu espaço está ameaçado.

A mordida parecia superficial até que chegando ao médico percebeu que o ferimento atingiu a pele, a derme e o musculo. Curativo feito, vacina indicada, remédios receitados…

Naturalmente, por o incidente ter acontecido dentro do espaço de trabalho entende-se que é um acidente de trabalho, não é? Não, não é. A orientação é de que se o ferimento inflamar, se precisar de alguns dias de afastamento, se tiver febre, então, procura-se a direção da escola que deverá autorizar a secretária a relatar o ocorrido e com a assinatura de duas testemunhas e mais alguns documentos inicia-se o processo de acidente de trabalho (essa foi a orientação da diretora).

O professor foi alertado pela diretora de que não estava no seu horário de trabalho, por que será né? Porque nós os professores, achamos que podemos abraçar o mundo, muitas vezes temos ações puramente por termos a consciência do nosso papel na educação dos alunos, por termos clareza da responsabilidade do trabalho na escola pública, por querermos fazer a diferença na formação dos alunos…

Neste dia a única pessoa que estava na escola era a zeladora que prontamente socorreu o professor.

O interessante é que no outro trabalho,  do terceiro turno, a responsavel pelos recursos humanos, não titubeou em fazer um CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) já que o professor estava a caminho desse local de trabalho.

O em questão professor ainda não sabe que aprendizado teve com o incidente,mas não vai deixar de fazer o seu trabalho com responsabilidade como sempre fez.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Municipalização das escolas gera polêmica em S. André

Professores,

 

Estudar as leis é um bom caminho para organizar os argumentos ou para aceitar as mudanças.

Municipalização das escolas gera polêmica em Sto.André

Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

O clima era de tensão na primeira reunião, ontem, entre a Secretaria Municipal de Educação de Santo André e os cerca de 90 professores convocados para discutir a municipalização do ensino nas escolas da rede estadual onde trabalham. No total, seis escolas estaduais - com 2.600 alunos e 91 professores - serão municipalizadas em janeiro de 2010.

São elas: Nicolau Moraes Barros, Miguel Ruiz, Maria da Penha Manfred, Júlio Nunes Nogueira, João de Barros Pinto e Odylo Costa Filho.

Antes mesmo da reunião começar, os presentes questionavam o motivo da convocação: "O que será que o destino nos reserva?", se perguntava uma das educadoras.

"Existem 61 salas de aula vazias nessas escolas que podem ser utilizadas. Também visamos a universalização do Ensino Fundamental", explicou a secretária de Educação de Santo André, Cleide Bauab Eid Bochixio. Segundo ela, a intenção é municipalizar todas as escolas da rede, gradualmente.

A secretária não soube responder o que será feito com os professores e funcionários cujos cargos não estão previstos no regimento do município, como os dos professores de Educação Física e de Educação Artística, matérias que não existem na rede municipal. "Estou aqui pra ver que destino terá minha filha, que é professora de Educação Física e pelo que estou vendo ela vai ficar de fora", disse uma professora que não se identificou. Cleide prometeu que, até o final da semana, terá uma posição.

Outro ponto que preocupa os professores é o prazo dos convênios entre Estado e município, que é anual. "Há dez anos sou municipalizada em São Bernardo, e todo ano tem alguém dizendo que podemos ser devolvidos para o Estado", desabafou outra docente.

‘DEMAGOGIA'' - A secretária prometeu ainda que novas vagas serão criadas e que as seis escolas que devem ser municipalizadas serão reformadas assim que possível. Porém, segundo Cleide, não há data certa para isso acontecer.

Para a Apeoesp (sindicato que representa os professores da rede pública), as declarações da secretária não passam de "demagogia". "Falam tudo isso, mas estão de olho apenas no dinheiro do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). É pura demagogia", afirmou Ivanci Vieira dos Santos, coordenador da subsede de Diadema do sindicato.

Segundo ele, os resultados das municipalizações ocorridas de 1997, quando iniciaram, até hoje, não justificam novas medidas nesse sentido.

A prefeitura de Santo André receberá R$ 6 milhões do Fundeb, sendo 60% para pagamento de salário e o restante para manutenção.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Escolha: você já fez a sua?

por Débora Martins

 caminho certo caminho certo

NÃO SE PREOCUPE VOCÊ ESTÁ NO CAMINHO CERTO.

TUDO É UMA QUESTÃO DE TEMPO.

Compartilho um pequeno texto de Max Gehringer:

 

Obediência ou rebeldia?

Toda empresa tem aquele grupinho de funcionários contestadores e meio revolucionários.

Eles parecem nunca estar satisfeitos com nada, vivem criticando decisões que a diretoria toma, gostariam que não houvesse tanta burocracia e, principalmente, querem ter liberdade para pensar.

De modo geral, as empresas rotulam pessoas assim com palavras pouco elogiosas: desestabilizadas do ambiente de trabalho ou, simplesmente terroristas.

No inicio de minha carreira, tinha mais ou menos esse perfil. Aos dezoito anos, trabalhava em uma fábrica e, certo dia, a direção decretou que teria que passar a usar jalecos de cor cinza.

A hierarquia seria diferenciada pela cor da gola dos jalecos. Chefes teriam gola azul, supervisores, gola verde, e assim por diante, até os mais humildes, que teriam gola cor de abobora. Bastou uma semana para que a nova moda virasse um festival de vaidades e os mais humildes fossem apelidados de “abobrinhas”.

Como representante da classe dos “abobrinhas”, pendurei no quadro de avisos da fábrica um papel com a seguinte frase: “se a cor do colarinho fosse sinal de prestígio, o palhaço seria dono do circo”. Tomei a minha primeira advertência por escrito, que está guardada com carinho até hoje.

Muitos anos depois, aquela empresa fez uma festa e vários ex-funcionários foram convidados, inclusive eu. Para minha surpresa, recebi uma homenagem. Fiquei ainda mais surpreso quando descobri que outras pessoas que estavam sendo homenageadas eram exatamente aquelas que a empresa não via com bons olhos em tempos passados. Os terroristas que estavam sempre ameaçados de ir para a rua se não se comportassem. Agora, essa gente era classificada como criativa e inovadora.

Então, se alguém aí está na marca do pênalti porque vive dizendo o que pensa dentro da empresa, tudo é uma simples questão de escolha: estabilidade hoje ou felicidade amanhã. Porque o presente só premia os obedientes. Mas o futuro será sempre grato aos rebeldes.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Educação – Santo André

O Projeto de Lei nº 042/2009, que altera o Anexo I da Lei nº 6.833, de 15 de outubro de 1991, que dispões sobre o Estatuto do Magistério Municipal, deverá ser aprovado nos próximos dias.

A mudança prevê melhor organização a carga horária dos professores de educação infantil e ensino fundamental de forma a otimizar o trabalho docente e aproveitar adequadamente os recursos públicos.

O Poder Executivo Municipal acredita que a ampliação de uma hora diária na prestação do serviço educacional garantirá aos alunos das escolas municipais, ao final dos anos do ensino fundamental, o equivalente a mais um ano letivo de estudo, dando às nossas crianças a oportunidade de melhor assimilar os conteúdos de cada série. O professor poderá estreitar o vinculo com os alunos, investindo mais uma hora semanal no planejamento de suas atividades.

O Executivo aguarda que seja aprovada e transformada em lei na maior brevidade possível,nos termos do que preceitua o paragrafo 45 da Lei Orgânica do Município.

Acesse o PROJETO DE LEI Nº 042, DE 26.11.2009

Fonte: Prefeitura de Santo André (26 de novembro de 2009)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Incentivo à leitura

24/11/2009 - 21h45

SP quer distribuir 1 milhão de livros na rede municipal de ensino

da Livraria da Folha

A Prefeitura de São Paulo e a CBL (Câmara Brasileira do Livro) lançaram, nesta terça (24), a 3ª edição do projeto "Minha Biblioteca", com previsão de distribuir 1 milhão de livros para cerca de 500 mil alunos da rede municipal de ensino.

O evento, realizado na marquise do parque Ibirapuera, teve a participação de 500 alunos. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse que o projeto procura motivar os alunos da rede pública a criarem o hábito da leitura.

Alexandre Schneider, secretário municipal de Educação, afirmou que a parceria com a CBL permitiu a aquisição de livros por preços menores.

Na festa do programa "Minha Biblioteca", 13 grupos de estudantes de escolas públicas realizaram diversas atividades organizadas pela editoras integrantes do projeto, como minibiblioteca para leitura, contação de histórias, oficina de escrita, aula de pintura, dramatização de histórias, entre outras.

Para conhecer mais: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=33698

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Em dias de SARESP…

Em dias de SARESP um pouco de Paulo Freire para reflexão:

 

“Os interesses mercantis chegam aos setores mais íntimos da educação. Por exemplo, os sistemas nacionais de avaliação, tão necessários, muitas vezes nascem de pressões pela criação de indicadores que favoreçam a libertação de verbas para programas de formatação ou de investimentos. Tudo isso leva a uma distorção discreta, mas eficaz da autonomia da educação em pautar suas prioridades e finalidades. Sem negar a necessidade de comparar os resultados concretos da educação escolar – afinal, é um ato de democracia a prestação de contas dos gastos de recursos públicos –, será a finalidade do educador brasileiro ter alunos com índices de conhecimento iguais aos da Finlândia?

Para estudar mais: Folha Explica Paulo Freire – Fernando José de Almeida

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Professora é demitida..

Quando eu estava na 3ª série a Profª Geni , colocou fita crepe em minha boca. Isso foi em 19… e minha mãe não fez nada. Aliás, agora que compreendo algumas coisas sobre educação, acredito que minha mãe foi conivente com a atitude da professora.

Que absurdo!!!!

 

13/11/2009 - 08h16

Professora é demitida após colocar fita crepe em boca de aluno

BRENO COSTA
da Agência Folha, em Belo Horizonte

 

Uma professora foi demitida sob acusação de tapar a boca de um menino de quatro anos e de prender seus braços com fita crepe em plena sala de aula. O caso aconteceu numa escola particular de Sete Lagoas (79 km de Belo Horizonte), no final de outubro.

Elaine Aparecida Batista, 26, a professora envolvida, é recém-formada em pedagogia e começou a dar aulas na escola no início deste ano, após um ano como ajudante.

A demissão foi efetivada ainda em outubro pela direção do Centro Educacional Mundo Encantado. A Folha não conseguiu localizar a professora Elaine para comentar o episódio.

Dias após o incidente, a mãe da criança decidiu tirá-la da escola e processar a professora e a escola por danos morais. Até a noite de ontem, a mãe não tinha ligado de volta para a reportagem.

 

Xingamento

A diretora da escola, Maria da Consolação Machado, afirma que a fita usada pela professora não tinha aderência forte.

De acordo com ela, a professora alegou que o menino a estava xingando e, então, decidiu tapar-lhe a boca utilizando fita crepe.

O garoto, de acordo com a versão da diretora, tirou a fita da boca. Com isso, a professora, além de voltar a fechar a boca da criança, prendeu os seus braços para trás, também com a fita.

O menino, ainda segundo a diretora, conseguiu se soltar em seguida. Outras 12 crianças presenciaram a ação, segundo a escola.

 

Outro lado

Em nota, o colégio afirma que os profissionais da escola passam por "rigorosa avaliação, tanto pessoal quanto profissional".

No caso da professora envolvida, a nota relata que não foi constatado nada que desabonasse sua conduta durante seu período de testes. A nota ainda classifica o caso como um "lamentável e censurável incidente".

A direção da escola também afirma que, após o episódio, o menino continuou frequentando as aulas no estabelecimento, com acompanhamento psicológico. O centro educacional, fundado há 20 anos, tem 230 alunos, do maternal à quarta série. A mensalidade cobrada é de cerca de R$ 300.

 

Endereço da página:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u651864.shtml

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Chegou o dia…

Já partilhamos tantas coisas que resolvi compartilhar com vocês minha exoneração.

Vou seguir novos caminhos.... Que maravilha!!!

Cuidem bem da educação de Santo André e saibam que a cidade é

"bem conceituada" por seus méritos educacionais dos últimos anos.

E isso não é qualquer coisa,principalmente relatado por pessoas

de outros lugares.

Aprendi de tudo em Santo André: o que se deve e o QUE NÃO SE DEVE fazer.

É com essa experiência que estou seguindo novos caminhos.

Beijos no coração e uma frase:

 

"ONDE ESTARÁ A ESSÊNCIA DE CADA UM?

VAZIO É PERCEBER QUE DESAPRENDEMOS DE SER FELIZES

SEM AS LENTES FALSAS E QUE FELICIDADE PODE

SER MUITO MAIS

SIMPLES DO QUE SE POSSA IMAGINAR."

(Anayna Nara de Campos)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Inscrições para vagas de professores temporários em 2010

 

Inscrições para vagas de professores temporários
em 2010 são prorrogadas até 13/11

Quarta - feira, 04 de Novembro de 2009 15h50

Candidatos à contratação devem manifestar interesse nas diretorias de ensino das regiões onde têm interesse de trabalhar

O prazo para inscrições de docentes interessados em participar do processo de atribuição de aulas/classes na rede estadual em 2010 foi prorrogado até o dia 13 de novembro. Os candidatos devem se apresentar nas Diretorias Regionais de Ensino de sua preferência.

A Portaria–DRHU 72, expedida pela Secretaria de Estado da Educação, no último dia 13 de outubro, dispõe sobre o cronograma e as diretrizes do processo de atribuição de classes e aulas para o próximo ano letivo. “Com essa Portaria, estamos facilitando o acesso de todos os candidatos às vagas de professores da rede estadual de ensino e melhorando a dinâmica das atribuições de classes e aulas”, afirmou o secretário Paulo Renato Souza.

Os candidatos à contratação devem ter diploma de Licenciatura ou ter diploma de bacharel ou de tecnólogo de nível superior ou ser aluno do curso regular de Licenciatura Plena.

Esses candidatos ainda farão uma prova de classificação, com inscrição via Internet até o dia 20 de novembro no portal da Vunesp (www.vunesp.com.br), órgão responsável pela aplicação das provas. As datas e horários da realização dos exames serão anunciados oportunamente.

Titulares de cargo devem se apresentar em escola

Os titulares de cargo classificados nas escolas devem optar pela jornada de trabalho que desejam exercer em 2010, fazendo a inscrição na própria unidade escolar onde atuam, entre os dias 1º e 11 de dezembro. Estes professores não participarão do exame.

Os cronogramas das fases de classificação dos inscritos e de atribuição de classes e aulas do processo do ano letivo de 2010 serão estabelecidos em Portaria–DRHU que se publicará oportunamente.

Fonte: http://www.educacao.sp.gov.br/

Qual a melhor opção?

Largando as amarras – Parte 2: Até para deixar o serviço público a burocracia reina

Um pouco de Max Gehringer:

Qual a melhor opção:a empresa privada ou o funcionalismo público?

Bom, o melhor mesmo seria a forma híbrida, ser um empregado estabilizado em um sistema que premiasse o mérito individual. Sem a intenção de aumentar a crueldade de sua dúvida, eu lhe diria que qualquer que seja a sua opção, você irá se arrepender dela em algum momento. Se você continuar na empresa privada, há uma boa chance, de num período de 10 anos, você ficar desempregado. Esse é o lado inglório da vida corporativa. Bons funcionários também são despedidos. Ou porque a empresa foi comprada por outra, ou porque pessoas são substituídas por equipamentos, ou porque a empresa passa por um mau momento e é obrigada a reduzir custos. Quando isso acontecer, você certamente dirá que ter optado pela iniciativa privada foi um erro.
Mas, se você optar pelo serviço público, o ritmo de sua carreira irá mudar. A começar pelo fato de que aumentos salariais não contemplam o mérito de cada um, mas toda uma categoria, e mesmo assim, se houver recursos previstos em orçamento. Um dia, inevitavelmente, você começará a pensar que estaria ganhando mais, que teria tido mais chances de ascensão, se tivesse continuado na empresa privada.
A minha sugestão é a seguinte: faça um orçamento pessoal considerando como base o primeiro salário que você iria receber no serviço público, e sem qualquer reajuste, pelos próximos 10 anos. Se você acredita que poderá equacionar seus gastos dentro desse parâmetro financeiro, opte pelo serviço público. Caso contrário, continue onde você está.
Não existe uma regra clara para definir o que é mais importante na vida profissional. Se ter estabilidade e salário fixo, ou se correr riscos e ter um salário que tanto pode ser grande, quanto pode ser zero. Essa é uma decisão que compete a cada um.
Max Gehringer, para CBN.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Setor privado ou setor público?

O texto de Max Gehringer ilustra parte de minha decisão profissional.

Ufa!! Largando as amarras…

 

 

funcionário público

"Estou em dúvida quanto a tentar uma carreira na iniciativa privada ou no serviço público", escreve um ouvinte. "Gostaria de saber as vantagens e desvantagens de cada opção."


Começando pela vantagem mais óbvia, o serviço público oferece estabilidade. Nele, o nosso ouvinte nunca precisará se preocupar com uma assombração chamada desemprego. Na iniciativa privada, o contrato de trabalho permite que a relação seja interrompida a qualquer momento, tanto pelo empregador quanto pelo empregado, e sem que qualquer das partes precise, obrigatoriamente, oferecer uma justificativa para esse rompimento.
Já no tocante ao trabalho em si, a grande diferença está na concorrência. Na iniciativa privada, uma empresa precisa ser melhor que outras que atuam no mesmo setor. Precisa gerar resultados positivos para continuar investindo e crescendo. Essa concorrência externa gera uma forte concorrência interna, que resulta na premiação e na ascensão dos mais competentes, e na exclusão dos que não conseguem atingir objetivos. Isso resulta em muita pressão e não raramente, pode resultar em estresse físico e emocional.
No serviço público, essa competição feroz não existe. Promoções e reajustes são decididos em escalões que estão muito acima dos chefes diretos. Quando algo é feito em benefício do funcionalismo, toda uma categoria é contemplada, sem levar em conta os resultados individuais. Isso significa que um funcionário público tremendamente eficiente, não receberá uma premiação adicional por um desempenho acima da média, como acontece na empresa privada.
Por falta de concorrência, o serviço público caminha num ritmo mais lento. Mas essa é uma generalização perversa, que não pode ser aplicada a cada funcionário individualmente. Há profissionais extremamente competentes atuando na área pública, que fariam sucesso na iniciativa privada. O que não existe no serviço público é o estímulo imediato, para quem busca uma ascensão em curto prazo.
Eu sugiro que o nosso ouvinte avalie a decisão que irá tomar, da seguinte maneira: se ele tivesse um dinheiro para investir, ele aplicaria tudo na bolsa de valores ou tudo na caderneta de poupança? A primeira opção implica em correr riscos, a segunda leva em conta a segurança. O investimento que ele considerar o melhor para o seu dinheiro, pode ser estendido também, à sua vida profissional.
Max Gehringer, para CBN.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Entrevista – Mário Sérgio Cortella

O jovem de hoje descobre, cada vez
mais cedo, que não basta apenas
ser um bom aluno e tirar boas notas                                     image
para garantir um futuro profissional
de qualidade. Há uma série
de habilidades e competências que
devem ser desenvolvidas, já nessa
fase, para que o estudante possa
desenvolver-se pessoal e profissionalmente de maneira correta.
É preciso avaliar se a escola está
efetivamente preparando os jovens
para o mundo que o espera. O
mundo do trabalho, com suas características
e dinâmicas próprias, é totalmente diferente do mundo escolar. É possível aos educadores fazer com que a escola, sem perder a sua essência de formação educacional, desenvolva habilidades necessárias à sobrevivência do estudante no mundo real?

 

Clique na imagem para ler a entrevista na íntegra.

sábado, 31 de outubro de 2009

Incentivar o Corporativismo

A Revista Nova Escola edição Gestão Escolar, publicou uma reportagem sobre corporativismo na escola. Vale a pena ler.

 

INCENTIVAR O CORPORATIVISMO

Questões pessoais não podem ser colocadas à frente do ensino

Daniela Almeida gestão@aleitor.com.br

 

Corporativismo é a doutrina que considera os agrupamentos profissionais uma estrutura fundamental da organização política, econômica e social. Ele preconiza a reunião das classes produtoras como corporações tuteladas pelo Estado. Na gíria popular, é a defesa dos interesses específicos de uma categoria funcional, o tal “espírito de corpo”.

Na escola, ele se traduz muitas vezes no acobertamento de atitudes não profissionais, como relevar o fato de um professor faltar muito. O problema é que essa defesa de interesses pessoais quase sempre está em dissonância com o principal objetivo da escola, que é ensinar.

“Existe no Brasil uma confusão entre o corporativismo, que é uma lógica protetora de classe, e a prática de obter privilégios e realizar ações abusivas”, afirma José Roberto Heloani, professor do Laboratório de Gestão Educacional da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas. “O corporativismo nas escolas é proporcional à não resolução do conflito, como o professor que não exige resultados da turma por não se sentir apoiado ou o coordenador que acoberta a falta de docentes usando os baixos salários como justificativa”.

Maria Leila Alves, professora de Políticas e Gestão Educacional da Faculdade de Educação da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo, município da Grande São Paulo, acha que essa é uma questão que remete à própria imagem que a escola tem hoje. “Ela é vista como uma fábrica de entregar diplomas. Isso ajuda a esvaziar o valor do conhecimento e os educadores, sentindo-se meros repetidores de conteúdos colocam questões pessoais acima do profissionalismo”.

Para combater práticas corporativistas, é preciso jogo de cintura. Cabe ao gestor apoiar atitudes corretas e não acobertar posturas antiprofissionais – além, obviamente, de manter uma conduta coerente com o discurso.

O problema são as faltas dos professores? É preciso mostrar as consequências disso, como a diminuição do tempo de aula e o exemplo de pouco caso com o ensino que eles estão transmitindo. Sem falar na falta de respeito para com os estudantes e os próprios colegas, que precisam se virar para cobrir as ausências.

Os docentes usam o horário de trabalho pedagógico coletivo para resolver problemas pessoais? Isso é sinal de que os momentos de formação não estão sendo valorizados e que está na hora de envolver a coordenação pedagógica na organização de um programa mais focado nas necessidades de aprendizagem dos alunos.

Portanto, trabalhar para evitar que na escola haja o corporativismo e as atitudes não profissionais que ele traz é um passo importante para valorizar a Educação, o conhecimento e o papel do educador.

Quer saber mais?

Contatos:

· José Roberto Heloani, jheloani@fgvsp.br

Maria Leila Alves, mleila@terra.com.br

Fonte: Ano 1 – Nº 4 -Revista Nova Escola —Gestão Escolar  Outubro/Novembro 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Política Educacional?

Já citei aqui o lançamento do livro Folha Explica Paulo Freire.

 

Paulo Freire foi preso pois suas ideias eram indesejadas e quando percebeu que não poderia desenvolver suas práticas escolheu deixar nosso país. Para ser “querido” precisava pensar como “todos”, ou melhor” precisava “não pensar”, “não ler”, “não refletir”, “não falar”…

 

  Paulo Freire lutou por uma política educacional, sim. Deixou muitas contribuições como a construção do plano político pedagógico nas escolas.

 

Mas apesar das contribuições, das intermináveis discussões que permeiam nossa prática ainda questiono: SERÁ QUE REALMENTE TEMOS UMA POLÍTICA EDUCACIONAL?

 

Ah! Não tenho notícias de profissionais da educação que passaram 60 dias presos por defenderem suas ideias educacionais. Mas tenho notícias de que ideias indesejadas sofrem represálias.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Método fônico avança na alfabetização

   Compartilho a reportagem publicada na Folha de S.Paulo de 26/10/2009 porém sugiro muita cautela na leitura e interpretação. Muitas vezes observo que o sistema educacional é descartável: agora não é mais assim!!!! E o pior, muitas vezes o professor começa a reproduzir o que lê ou ouve sem ao menos compreender “o quê não é mais assim”.     

   Gostaria de saber onde está registrado que o construtivismo não tem planejamento, conteúdo, sequência didática, avaliação…?  Muitas vezes a ideologia não permite que a educação se desenvolva.

Vale lembrar que para qualquer “método”, “ideologia”, “proposta”, “projeto”, “proposta atualizada”…

O papel do professor é essencial.

  

Método fônico avança na alfabetização

Sem alarde, sistema que associa letras a sons ganha espaço no Brasil; em países desenvolvidos, houve embate contra construtivistas
No país, polêmica sobre escolha do método durou só dois meses, quando o MEC disse em 2006 que poderia priorizar um dos sistemas
HÉLIO SCHWARTSMAN
DA EQUIPE DE ARTICULISTAS


Nos EUA, elas ficaram conhecidas como "Reading Wars" (guerras de alfabetização). Foi uma disputa encarniçada e com fortes tintas ideológicas, que chegou a ser comparada à polêmica em torno do aborto.
De um lado, estavam os defensores dos métodos fônicos, que enfatizam a necessidade de ensinar a criança a associar grafemas (letras) a fonemas (sons). Do outro, perfilavam-se os construtivistas, para quem o aprendizado da leitura deve ser um ato tão "natural" quanto possível, a ser exercido com textos originais e não com obras artificiais como cartilhas.
No Brasil, a coisa lembra mais a não havida Batalha de Itararé: o que prometia ser o mais sangrento conflito pedagógico do país acabou não acontecendo, e a controvérsia agora caminha para decidir-se sem traumas maiores, com os métodos fônicos ganhando espaço pelas bordas do sistema.
"Os construtivistas não gostam muito, mas a questão [dos métodos] vem se resolvendo de forma pouco explícita", declarou à Folha o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Na mesma toada vai o professor de psicologia da USP Fernando Capovilla. "Sem muito alarde, as coisas estão mudando. E é bom que seja assim. A ciência demonstrou que o fônico é mais eficaz, especialmente para os mais pobres".
Nos países desenvolvidos, a polêmica remonta aos anos 50, atingiu seu ápice no final dos 90 e de algum modo se resolveu a partir dos 2000, depois que os governos dos EUA, da França e do Reino Unido, com base em vários estudos comparativos, recomendaram o ensino dos elementos fônicos no processo de alfabetização.
No Brasil, o "confronto final" foi evitado. Em fevereiro de 2006, Haddad propôs o debate, sugerindo a revisão dos PCNs (parâmetros curriculares nacionais) da educação básica.
Os fonetistas viram aí a oportunidade de lançar o que seria o golpe de misericórdia contra o método global. Os construtivistas, por seu turno, valendo-se da privilegiada posição de linha pedagógica predominante na maioria das escolas públicas e privadas do país, prometiam resistir por todos os meios.
Silvia Colello, professora de pedagogia da USP, é uma das que se opõem aos métodos fônicos. Para ela, quando o professor adota esses programas "cartilhescos" e enfatiza o domínio do código escrito, ele "tira da língua o que ela tem de mais precioso". O aluno, diz, não se reconhece nesse artificialismo e se desinteressa.
Percebendo que o debate estava a gerar mais calor do que luz, dois meses depois, em abril, Haddad anunciou que o ministério desistira de recomendar um método oficial.
"Levei tanta pancada, inclusive da Folha", disse o ministro. "Mas acho que serviu para preparar o terreno. Hoje há mais clima para discutir essas questões", acrescentou.
A relativa indefinição favoreceu posições mais conciliatórias, como a de Magda Soares, professora emérita da Faculdade de Educação da UFMG.
Para ela, o construtivismo teve o inegável mérito de colocar a criança como sujeito ativo no processo de aprendizagem, mas, no caso da alfabetização, acabou se tornando uma teoria sem método que substituiu o método sem teoria das cartilhas do século passado.
Soares, que prepara um livro sobre o assunto, diz que existe "produção riquíssima" lá fora demonstrando a necessidade de trabalhar com elementos fônicos. Para ela, o ponto-chave para o sucesso na alfabetização é a "formação dos formadores".
Experiência no molde defendido por Soares está em curso em Lagoa Santa (região metropolitana de Belo Horizonte).
Ali a pedagoga Juliana Storino coordena um programa que, sem esquecer pressupostos construtivistas, como a adequação do currículo à realidade do aluno, busca desde cedo despertar a consciência fonológica dos alunos. "Apesar de já operarmos há três anos, ainda encontramos resistências por parte de professores."

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Aprovado em SP projeto de reajuste de 25% aos professores mais bem avaliados

Folha Online

 


21/10/2009 – 03h17

Aprovado em SP projeto de reajuste de 25% aos professores mais bem avaliados

 

FÁBIO TAKAHASHI
TALITA BEDINELLI
da Folha de S.Paulo

A Assembleia Legislativa aprovou na madrugada de hoje, com 48 votos favoráveis a 21 contrários, projeto do governo de São Paulo que prevê reajuste salarial de 25% aos professores da rede estadual mais bem avaliados em uma prova de conhecimentos.

A proposta cria cinco faixas salariais. A cada avanço, o docente terá aumento de 25%. Por ano, até 20% dos docentes em cada patamar terão o reajuste. O número dependerá da disponibilidade orçamentária.

Além da prova, também contará o número de faltas dos docentes e o tempo de permanência na mesma escola. Receberão o aumento os mais bem avaliados nos exames (haverá nota de corte para a ascensão).

O governador José Serra (PSDB), que ainda precisa sancionar a lei, defende que o projeto cria um estímulo aos professores da rede, além de atrair jovens mais bem preparados para o magistério. A qualidade na educação é um dos principais problemas do governo.

Já a oposição afirma que os aumentos previstos beneficiarão poucos professores, o que desestimulará os demais.

Para pleitear o benefício, o professor precisa ficar ao menos três anos em cada patamar. Quem não estiver entre os mais bem avaliados e não receber o aumento seguirá na política regular de reajuste na rede.

Segundo os cálculos do governo, um professor com curso superior poderá chegar a um salário final de R$ 6.270 (242% acima do piso), se conseguir atingir a quinta faixa. Se não conseguir as boas colocações nos exames, chegará a R$ 3.181 (73% acima do valor inicial).

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

DSC04671   O fato do  profissional ter diversos diplomas

não significa que questionamentos não lhes

possam ser feitos.

 

Questionar, discutir, expor ideias, ser chato

(aos olhos de alguns…) faz parte do processo de

formação de todos os seres humanos.

 

Como diria uma colega “ Até que se prove ao

contrário, todos são bonzinhos”.

INCLUSIVE

VOCÊ.

Deixe sua “marca” por onde passar.

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