quarta-feira, 31 de março de 2010

Conae - Sistema nacional de educação terá de articular políticas, gestão e planejamento

Colegas,

A atenção dispensada a greve dos professores é extremamente importante.Porém durante essa semana acontece a CONAE que também terá decisões consideráveis ao nosso trabalho.

Sistema nacional de educação terá de articular políticas, gestão e planejamento
Mais do que integrar as políticas educacionais dos sistemas municipais, estaduais e federal de ensino, o Sistema Nacional Articulado de Educação deve agregar estratégias de gestão, planejamento e avaliação adotadas por municípios, estados e governo federal
Priscilla Borges, iG Brasília
Mais do que integrar as políticas educacionais dos sistemas municipais, estaduais e federal de ensino, o Sistema Nacional Articulado de Educação deve agregar estratégias de gestão, planejamento e avaliação adotadas por municípios, estados e governo federal.
A proposta defendida por especialistas durante a Conferência Nacional de Educação, que acontece em Brasília, pretende fazer com que os projetos educacionais saiam do papel e se tornem realidade em todas as cidades brasileiras. Os diversos cenários educacionais e políticos dos municípios brasileiros fazem com que, muitas vezes, políticas definidas em lei estejam longe da realidade.
Marlei Fernandes de Carvalho, professora e debatedora de um dos 26 colóquios realizados na tarde desta segunda-feira, defendeu a quebra de hierarquização na gestão da educação entre os entes federados. Para ela, professores e funcionários das escolas também precisam fazer parte das decisões e das políticas educacionais do País para que, de fato, elas se concretizem.
Conceitos de democratização das decisões, especialmente de planejamento de ações, também foram levantados pelo professor Márcio Adriano de Azevedo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte. Na sua opinião, o desenvolvimento econômico e social do Brasil só será viável quando a concepção do planejamento governamental mudar e se tornar democrático.
Os especialistas defenderam a integração de diferentes políticas que alteram a educação, principalmente no que diz respeito aos investimentos. O Plano Plurianual, o Plano de Ações Articuladas e o Plano Nacional de Educação devem ser olhados pelos gestores sob a mesma perspectiva. “Mas a ampliação do orçamento deve ser acompanhada de avaliações dos processos e não só dos resultados”, ponderou Márcio Adriano.
O professor lembrou as dificuldades de implementação de projetos vividas por municípios e esquecidas tanto por gestores estaduais e federais quanto pela sociedade. Márcio ressaltou que o último Plano Nacional de Educação deveria ter sido acompanhado por planos semelhantes estaduais e municipais. No entanto, apenas 38% dos municípios chegaram a formular essas diretrizes.
“O sistema articulado deve exigir co-responsabilidades e interdependência entre os sistemas. Temos de estimular a cooperação técnica e política entre os entes federativos e o controle social é fundamental para garantir a execução de planos”, afirmou.
A Conae terminará na quinta-feira. Até lá, os 3 mil delegados que participam do evento terão de definir estratégias e diretrizes para o próximo PNE, que terá vigência de dez anos. Nesta segunda-feira, os colóquios tiveram como temas três dos seis eixos orientadores da conferência: “Papel do Estado na garantia do direito à educação de qualidade: organização e regulação da educação nacional”, “Qualidade da educação, gestão democrática e avaliação” e “Democratização do acesso, permanência e sucesso escolar”.

Fonte: Todos pela Educação

Ainda sobre "a síndrome do pequeno poder"

Síndrome do pequeno poder
por José Antônio Rosa

Há um provérbio iugoslavo (e provavelmente há similares em todo o mundo) que diz: Se você quiser saber o que um homem é, coloque-o numa posição de poder. Realmente, quando "chega lá" muitos se transformam e metem os pés pelas mãos. Nem precisa ser um grande poder: às vezes um mero crachá já transforma alguém em "autoridade". É evidente que exercício exaltado ou inadequado do poder pode trazer muitos transtornos e comprometer a sobrevivência e produtividade do grupo. Sendo assim, é necessário lidar bem com a ascensão de pessoas.

Se você é quem subiu:
  •  Perceba que ninguém faz sucesso se não por meio de outros; agora, mais que nunca você precisará do apoio de todos. Humildade é um bom começo.
  •  Saiba que, mesmo sendo dono da empresa, ninguém se sustenta eternamente no poder se não exercê-lo do modo correto. Muitos donos de empresas são "demitidos" por sócios, executivos, credores ou outros quaisquer que tenham poder.
  •  Nunca confunda a importância do cargo com a pessoal. Como pessoa você tem valor, mas dificilmente terá poder (pessoas sem cargo e com poder são apenas aquelas dotadas de uma autoridade moral indiscutível, pela sua contribuição ou história). O cargo, por outro lado, tem poder e o dá ao ocupante.
  •  Aprender a exercer o poder é aprender algo da maior importância. Invista nisso e procure a sabedoria.
*José Antônio Rosa é professor de pós-graduação em Administração no Instituto Nacional de Pós-Graduação, jornalista, editor e consultor da Manager Assessoria em Recursos Humanos.

*texto enviado por e-mail por uma pessoa que não pode ser identificada, pois poderá sofrer com os sintomas dos que estão contaminados com "A SÍNDROME DO PEQUENO PODER"

terça-feira, 30 de março de 2010

A síndrome do pequeno poder

A síndrome do pequeno poder
por Débora Martins

Convivi por algum tempo com uma pessoa que dizia o seguinte: “É a síndrome do pequeno poder”. Ou então: “Tem a síndrome do pequeno poder”.

Ao meu olhar, a síndrome do pequeno poder é aquela que a pessoa, por ter adquirido um novo cargo ou por ter recebido a designação para realizar apenas um evento, usa do poder para beneficiar uns e prejudicar outros. Entendem?

Exemplos são o que não faltam...

• Morador de condomínio que se torna o sindico e resolve colocar ordem na "casa" reformando apenas o piso do hall do seu andar...

• Frentista de posto de gasolina que recebe a função de gerente por alguns dias e resolve não emitir cupons fiscais aos clientes

• Funcionários de repartições sociais que são designados por sua chefia a organizar um único evento a diretoria executiva e resolvem beneficiarem pessoas que não fazem parte da equipe de trabalho... os vulgos “queridos”, “namorados”, “irmãos”, “os interessados em trabalharem na empresa”... Do tipo dois pesos e duas medidas.

• Funcionário de empresas que se tornam gerentes e proíbem os seus funcionários de conversarem com ex-funcionários...

Ética? Trabalho? Que moral tem pessoas incoerentes?

Em diversas mídias lemos, ouvimos e vemos que é preciso dar continuidade ao trabalho independente da origem. Lindo, não?

É, a síndrome do pequeno poder já está tomando conta de muitos. Cuidado! Para a síndrome do pequeno poder não há remédio e nem tratamento espiritual que dê conta.

Lembrando: o que fica é o seu trabalho e não o seu “jeitinho” de resolver algumas questões.

Até breve!!!!!!!

Só entenderá o post de hoje quem viveu intensamente os momentos descritos...

Saudações proletárias como diria nossa Resende!


Como eu gostaria de entender melhor ...
Toda Ação deveria ser Escrita...Registrada...Reflexiva
Não um registro qualquer...
Rabiscada no caderno ou na CPU
Pois sabemos, que tudo pode ser deletado
Faz –se necessário registrar na alma, no peito....
Levar na Mala de nossa História a riqueza do Ser...
N@ escola o mundo é colorido como meus olhos...
E foi nessa escola que aprendi a Incluir Todos...
Uma Grande Escola...Ou um Parque Escola....
De cheiros , sabores, vivencias, cantos e canteiros...
Na horta da sabedoria descobri a variedade dos tempos...
Todos aprendem ...Cada um no seu tempo...
Senti o sabor das beterrabas que embora duras são vermelhas e doces...
Cor vibrante de gente de coragem...
Descobri que os repolhos nascem abertos, largos, vibrantes...
Gradativamente vão se fechando....
Será que existe aluno repolho? E professor?
Ah Belo Torrão Andreense...
Já não é mais viveiro industrial...
E o que não és mais?
A narrativa de nossa História traduz-se : Olhai os lírios do Campo...
Eles resistiram...
Eu tentarei resistir a saudade, nos cânticos e nos encantos...
Nos olhos de quem parte fica o brilho ...
Da luz da estrela escarlate que insiste em ficar acesa...
Beijo grande no coração de todos e todas
Um até breve com muito carinho...

Solange Aguiar e Silva

Professora Ed. Infantil _ Fundamental

*enviada por e-mail por Solange Aguiar e Silva - sollanaguiar@yahoo.com.br

sábado, 27 de março de 2010

Saudades da Cartilha...

Como sou de uma geração bem recente, fui alfabetizada com a cartilha " Mundo Mágico". Mas compartilho com as demais gerações...

Conheça cartilha escolar que alfabetizou mais de 30 milhões de brasileiros

Como ensinar os pequenos a escrever bola, pato ou babá? A cartilha "Caminho Suave" (Edipro, 2010) orienta os professores e os pais a tornarem o aprendizado das crianças divertido e tranquilo. O volume já alfabetizou mais de 30 milhões de brasileiros e chega agora à 129ª edição, com as atualizações do Novo Acordo Ortográfico.
Desde o lançamento, foram vendidos cerca de 40 milhões de exemplares. A autora e educadora Branca Alves de Lima --que escreveu a obra em 1948-- criou o método visual na cartilha, na qual cada letra ou sílaba é associada a um desenho.
A imagem de duas crianças sorridentes de mãos dadas seguindo o caminho para a escola pertence à memória dos brasileiros com mais de 30 anos. Outro símbolo marcante do livro é a letra "g" desenhada como um gato.
As ilustrações da cartilha foram usadas por mais de três décadas como principal suporte à alfabetização no país. A rede pública de ensino adotou "Caminho Suave" e a "Cartilha Sodré" nas décadas de 1940 e 50.
A educação pela cartilha teve início por volta do século 19. No Brasil, as primeiras eram escritas e publicadas em Portugal. O "Metodo Castilho para o Ensino Rápido e Aprasível", de Antonio Feliciano de Castilho, foi o primeiro volume a chegar ao país, e a "Cartilha Proença", de Antonio Firmino de Proença, uma das primeiras a serem lançadas aqui, em 1926.
Fonte: Livraria da Folha




sexta-feira, 26 de março de 2010

Outro mundo não é possível, é necessário...

"Estamos numa situação nova na humanidade que nos obriga a ressignificar todas as nossas atividades.Ou cuidamos ou morremos.Outro mundo não é possível, é necessário."

Leonardo Boff

quinta-feira, 25 de março de 2010

Vocês desrespeitam os professores

Vocês desrespeitam os professores
Gilberto Dimenstein

Tenho recebido centenas de e-mails me acusando de desrespeitar os professores. Isso porque ousei escrever que as reivindicações do sindicato para acabar com as provas de mérito e com as medidas que inibiram as faltas são contra os alunos --ou seja, contra os pobres.
Nem discuti aqui os pedidos de aumento salarial nem entrei no debate se a greve seria ou não política. Só defendi a ideia óbvia de quanto mais preparado o professor --e isso exige exames de mérito-- melhor para os pobres.
Quem lê minhas colunas com atenção sabe que, há muito tempo, defendo que o professor é a profissão mais importante de uma sociedade. E deve ter uma atenção especial --por isso, critico os governantes pela falta de prioridade com a educação. O professor vive estresse permanente, ganha mal, é vítima de violência cotidiana. Tem todas as razões para protestar e ser ouvido.
Desrespeito é passar para a sociedade a imagem de que professor quer ter direito de faltar às aulas (coisa que o aluno não pode) e não deve se submeter a provas para medir seu conhecimento. Como se viu, as provas mostraram que muita gente simplesmente não poderia estar dando aula.
Como qualquer pessoa sensata, suspeito que amanhã possa ocorrer mais um desrespeito. Até que ponto o sindicato dos professores não está chamando uma manifestação para amanhã, na frente do Palácio dos Bandeirantes, à espera de um conflito e uma foto na imprensa? Nada contra a manifestação em si. Mas a suspeita é inevitável.
Os dirigentes do sindicato são filiados ao PT, interessado em desgastar a imagem de José Serra, que está deixando o governo estadual para se candidatar à Presidência. Também sabemos que na cúpula do sindicato existem os setores mais radicais da esquerda como PSOL e PSTU.
Como se sabe, ali é área de segurança e se alguém passar da linha a polícia é obrigada, por lei, a intervir.
Seria mais um desrespeito à imagem do professor se fosse apresentado à sociedade como gente que não obedece a lei.

Fonte: Folha Online

terça-feira, 23 de março de 2010

A intervenção

A intervenção
Amanhã pela manhã, um grupo de professores de minha escola fará algumas intervenções nas escolas vizinhas.
Conversaremos com os professores e exlicaremos nossos objetivos com a greve.
Sem sindicato, sem CUT, sem PT.
A greve não é partidária, pelo menos pra este grupo. A greve é por melhores condições da categoria.
É a exposição de nossa repúdia contra o Programa de Valorização do Magistério "por Merecimento", contra o reajuste de salário de 25% para apenas 20% do Magistério.
Não estamos contra as provas, mas contra o que estão pretendendo com elas. Se todos os professores foram bem na prova, ainda assim apenas 20% terão acesso ao reajuste salarial. Os 80% que passaram na prova não merecem? Será que só os professores que estão em greve percebem o absurdo que isso significa?
Ao invés de bônus e valorização fajuta, por que não um salário mais digno. Um salário que nos permita a dedicação maior à escola, ao planejamento, à capacitação, à formação continuada de verdade. Que nos permita comprar livros, viajar, ter acesso aos bens culturais.
Isso sim seria uma "revolução" na educação.
O resto é paliativo, autoritário. Política pública pra inglês (ou americano?)ver.
Fazemos parte do front da sociedade.
Estamos diretamente em contato com a parcela da população que é historicamente "invisível" às pessoas mais abastadas, à minoria rica do país. Conhecemos melhor do que ninguém as situações de risco a que muitos de nossos alunos estão expostos.
Não estamos fazendo greve contra os pobres. Pelo contrário. É para termos condições reais de proporcionar maior criticidade e consciência à eles.
Caso isso não aconteça, os melhores professores continuarão abandonando a escola pública, o magistério público, em busca de melhores condições de vida.
A greve é da categoria, mas não é só por ela. Mesmo que seu grande objetivo seja salarial.
Na faculdade li um texto de Saviani (escrito para uma solenidade de formatura de um curso de Pedagogia) que me marcou muito. Na qual ele falava que a grande preocupação dos cursos de Pedagogia seria a escola pública, tendo em vista que a maioria das pessoas em idade escolar estão na escola pública. São eles o nosso grande alvo.
Magistério não é missão, mas é vocação que necessita de profissionalização. De capacidade. De competência sim. De respeito.
É por que não quero abandonar o magistério público paulista que estou em greve. E espero contar com a compreensão e o respeito por isso.

Fonte: Blog Me Acompanha -
http://meacompanha.blogspot.com/2010/03/intervencao-nas-escolas-vizinhas.html

segunda-feira, 22 de março de 2010

Educação paga R$ 655 milhões em bônus por resultado

Educação paga R$ 655 milhões em bônus por resultado

Outros informações acesse DESTAQUE em http://www.educacao.sp.gov.br/

A geração de "nativos digitais" é um mito

“A geração de ‘nativos digitais’ é um mito”


Para a educadora australiana, é uma ilusão acreditar que os mais jovens têm intimidade inata com as novas tecnologias – e pensar assim pode prejudicar a educação

Alexandre Mansur
A geração nascida e criada na internet, a partir dos anos 80, é vista com interesse no mundo. São os chamados nativos digitais. Vários especialistas vêm afirmando que esses jovens, por seu convívio precoce com a tecnologia, têm poderes especiais, como capacidade criativa, jeito para aprender o novo e tolerância para realizar várias tarefas simultâneas. Como nossas escolas se adaptarão a eles? E como eles competirão no mercado de trabalho? Diante dessas questões, a educadora australiana Sue Bennett dá uma resposta surpreendente. Para ela, os nativos digitais não existem. Não passam de um estereótipo inútil.

ENTREVISTA - SUE BENNETT

QUEM É
É diretora do Centro de Tecnologia em Educação da Universidade de Wollongong, na Austrália
O QUE FAZ
É uma das principais vozes céticas sobre o uso de novas tecnologias na educação. Já trabalhou nas universidades de Canberra, Central Queensland e Nacional da Austrália
 
ÉPOCA – Os nativos digitais – jovens nascidos depois de 1980 – são realmente diferentes?
Sue Bennett – A questão é que deve haver alguma diferença entre as gerações. Mas não é nada tão expressivo quanto tem sido dito por alguns especialistas ou em artigos publicados na mídia. Além disso, nessa geração, existe uma variabilidade muito grande no contato com as tecnologias. As diferenças dentro dessa geração são tão grandes quanto o que os distinguiria da geração dos mais velhos.
ÉPOCA – Faz sentido falar de uma geração de nativos digitais, então?
Bennett – Não acredito que esse rótulo tenha muita utilidade. Por que falar de um grupo específico da nova geração, com características semelhantes a outras pessoas de outra faixa etária? Cria a impressão de que todos os jovens têm uma intimidade inata com as tecnologias digitais. O que não é necessariamente verdade. Estudos recentes entre universitários australianos mostram que só 21% deles mantêm um blog e 24% usam redes sociais. Embora muitos usem uma vasta gama de tecnologias em sua rotina, existem claramente áreas em que a familiaridade com as ferramentas tecnológicas não é nada universal. Um estudo feito nos Estados Unidos com 4.374 estudantes de 13 instituições mostrou que a maioria tinha computadores pessoais e celulares. Mas só 12% deles tinham computadores de bolso. E uma minoria, cerca de 20%, já tinha criado conteúdo próprio para a internet.
ÉPOCA – De onde saiu essa expressão?
Bennett – Às vezes, observamos uma atividade, e aquilo parece muito novo para nós. E não reconhecemos que não passa de uma extensão de um comportamento prévio. Sem muita análise aprofundada naquele momento. Além disso, algumas pessoas ganharam fama ao defender esse tipo de ideia. E isso as incentivou a alimentar esse mito. É algo que soa bem. Vem de acordo com nosso senso comum, embora ninguém tenha investigado de verdade.
ÉPOCA – Algumas pessoas propõem mudanças na educação para atender às necessidades dos nativos digitais. O que a senhora acha?
Bennett – Isso é um grande perigo. Se mudarmos as práticas nas escolas para incorporar essas tecnologias e atender os chamados nativos digitais, poderemos deixar a educação inacessível para a maioria dos jovens, que não está tão integrada ao mundo digital. Poderá agravar a situação dos estudantes deixados para trás. Nós ainda não sabemos exatamente se a tecnologia realmente melhora o desempenho dos alunos. Os estudos feitos até hoje mostram que os estudantes gostam dos computadores nas salas. Mas não está bem definido se eles melhoram o resultado. Na Austrália, o governo forneceu laptops a todos os estudantes no meio da high school (equivalente ao ensino médio), de 15 e 16 anos. Eles levam os computadores para casa.
ÉPOCA – Por outro lado, como a lição que o professor dá no quadro-negro pode ser atraente para estudantes criados com o Facebook ou o Nintendo DS?
Bennett – Não podemos perder de vista o que queremos com a educação, embora, claro, o engajamento seja importante. Também não podemos ter uma imagem estereotipada do professor. A maioria deles consegue envolver os estudantes em atividades estimulantes usando os equipamentos tradicionais da escola. Independentemente da tecnologia, deveríamos investir em ajudar os professores a tornar o ensino mais interativo e provocante.
ÉPOCA – E no mundo profissional? A geração que nasceu com a internet tem mais habilidades do que os mais velhos?
Bennett – Aí certamente temos uma geração que é mais confiante no uso da tecnologia, que está mais disposta a aprender na base da tentativa e do erro. E isso faz diferença em um mundo onde as tarefas profissionais usam cada vez mais computadores e ferramentas que buscamos na internet e precisamos aprender a usar rapidamente. Por outro lado, embora eles entendam muito de computador, continuam sendo menos experientes em outras habilidades exigidas em cada profissão.
ÉPOCA – Os profissionais mais velhos podem se manter atualizados com as novas tecnologias, assim como os jovens?
Bennett – De novo, estamos muito presos aos estereótipos. Quando pensamos no choque de gerações no trabalho, imaginamos homens de 60 anos comparados a jovens na faixa dos 20. Mas a maior parte das pessoas está nas idades intermediárias. Existem pessoas mais velhas que têm capacidade para aprender qualquer coisa. E também têm mais tempo e mais dinheiro para se dedicar a isso do que os jovens. O que acontece com frequência com esses profissionais mais velhos é que eles têm outras prioridades às quais dedicar sua energia. Enquanto você tiver saúde, conexão com o mundo e envolvimento com outras pessoas, terá meios para se atualizar com a tecnologia, sem limite de idade. Se estiver aposentado, até melhor, porque terá mais tempo para se dedicar a isso.
ÉPOCA – Faz sentido imaginar que essa nova geração é mais capaz de executar várias tarefas ao mesmo tempo?
Bennett – Quando se fala em realizar várias coisas ao mesmo tempo, na verdade o que acontece é que ficamos pulando de uma tarefa para outra, com várias interrupções. Não estamos fazendo nada simultaneamente. Às vezes, é benéfico. Mas muitas vezes piora o resultado final. Por exemplo, quando você estuda algo, já está provado que consegue reter e compreender melhor aquilo se estiver bem focado.
"Enquanto você tiver saúde e envolvimento com outras pessoas, poderá se atualizar com a tecnologia sem limite de idade "
ÉPOCA – Alguns estudos mostram que os alunos têm menos visão crítica quando selecionam referências na internet. Como resolver isso?
Bennett – Primeiro, é importante saber que isso acontece. Depois, ser ativo e discutir com os alunos a importância de entender o contexto das informações e de procurar discernir o que são dados mais ou menos confiáveis. Mostrar que não dá para acreditar no primeiro link que o Google lhe dá. Em vários estudos com alunos da high school, se aquela tarefa não é muito importante para eles, ficam satisfeitos com informações colhidas rapidamente na internet, mesmo desconfiando que não sejam as mais confiáveis. Por outro lado, se é um trabalho mais decisivo para eles, então tomam mais cuidado na pesquisa. De certa forma, nós também fazemos isso sem a internet. Quando pesquiso em bibliotecas, posso pegar o primeiro livro que encontrar sobre um assunto ou tentar investigar mais, dependendo da circunstância. Essa capacidade para pesar quanto esforço você dedica a cada tarefa não é novidade da era digital. Há estudos que mostram como isso acontece há muito tempo com os estudantes. É da natureza humana.
ÉPOCA – Os campeões de digitação em teclado de celular têm todos menos de 15 anos. Essas habilidades farão diferença quando forem maiores?

Bennett – Lembra-se do cubo mágico dos anos 80? Alguns adolescentes montavam o cubo com rapidez incrível. Parecia que tinham habilidades mentais superiores e fariam diferença na sociedade. Acontece que eles simplesmente tinham mais tempo e interesse para praticar.
ÉPOCA – E as habilidades desenvolvidas pelos jovens nos games serão úteis na vida adulta?
Bennett – É uma suposição que não foi devidamente testada. Não sabemos se essas habilidades continuam eficientes em outro contexto.
ÉPOCA – A senhora, que nasceu antes da era da internet, acha que tem menos habilidade com tecnologia do que seus alunos?
Bennett – Eles têm muito mais acesso à tecnologia do que eu tive quando tinha aquela idade. Por outro lado, eu estaria perdida sem meu laptop. Escolho o tipo de tecnologia de que preciso em cada momento. Não é uma questão etária. Algumas pessoas de minha idade têm tanta intimidade com tecnologia quanto meus estudantes de 18 anos.
ÉPOCA – A senhora gostaria de ter algum conhecimento tecnológico que seus alunos têm?
Bennett – Espero que não.

Fonte: Revista Época - 18/03/2010

domingo, 21 de março de 2010

Comentários

Compartilho os comentários publicados no Diário do Grande ABC sobre a reportagem Nota 7 para educação de Santo André.

Outras informações acesse:
 Diário do Grande ABC
Prefeitura de Santo André

Comentários

Cleidinha
21/03/2010 às 8:10
ela diz: "há mais de 13 anos não tem uniforme..." NUNCA TEVE!!! sugiro q este jornal publique as medidas de uniforme q a equipe nota 10 enviou p/ as escolas em nome do IPEM, é de chorar de rir, para a medida de cada parte do corpo da criança dá uma numeração diferente de roupa.. FOI RIDÍCULO! só falta os apontadores kk
Indignação
21/03/2010 0:17
A rede tinha nota abaixo de 5 uando este governo assumiu, porque eram as imcompetentes que estão na secretaria que estavam na sala de aula. Nesta gestão que está trabalhando de verdade e com seriedade são os professores, enquanto a equipe da secretaria "nota 10", sequer conhece às suas responsabilidades.
Professora Eliana
20/03/2010 às 22:51
Aos moderadores do site. Peço desculpas, pois nos dois comentários que foram postados não há acento na palavra Secretária e equívoco na conjugação: É uma pena que até hoje a Secretária e sua equipe não se apresentaram para rede e nem indicaram suas propostas de trabalho para esta gestão.
Professor
20/03/2010 22:34
Convido o DGABC a realizar uma entrevista com os professores de da rede de Santo André para verificar a realidade dessa gestão que se diz nota 10. Existem escolas que até a merenda é controlada e nossas crianças passam fome! Um absurdo. Venham ver a realidade, essa gestão está totalmente perdida, sem rumo !
PROFESSORA
20/03/2010 às 20:16
Convido este jornal a verificar junto aos professores quantos cursos de formação(porque não é reciclagem- recicla-se lixo) foram oferecidos nesta gestão. O que me espanta formação pela USP,onde? Para quem? CREIO QUE ISTO JÁ ACONTECEU, NA GESTÃO ANTERIOR...!
Professora II
20/03/2010 14:13
Por mais q leio não me conformo! A sra Secretária ACREDITA q não há "junção" de salas com as faltas dos professores... para ACREDITAR, tem q conhecer a REALIDADE! Prefiro interpretar q estão barrando os fatos, acontecimentos para a Sra Secretária!!!
Professora II
20/03/2010 às 14:06
Qdo assumiram oq???? Vcs SUMIRAM com a organização, transparência e avanços na Educação de Santo André!!!!!!! Lastimável!!!!!!!!
Professora II
20/03/2010 8:22
Nota abaixo de 5? Quem atribuiu essa nota à Educação de Santo André? O q dizer da atribuição de jornada suplementar aos professores... A equipe nota 10 não respeita a listagem de pontuação e atribui a jornada aqueles q simpatizam... QUE HORROR!!!!!!!!!!!!!!!
Professora Eliana
20/03/2010 às 3:39
Hoje, infelizmente o que vejo é a preocupação em atender a lista de espera, o foco está na quantidade. E a qualidade? É uma pena que até hoje a Secretaria e sua equipe não se apresentou para rede e nem nos indicou qual sua proposta de trabalho para esta gestão.
Professora Eliana
20/03/2010 3:36
Estou indignada e me sinto desrespeitada com a fala “iniciar do zero”. Será que a Secretaria e sua equipe conhecem o documento referente a Proposta Pedagógica para Rede Municipal, construído a partir de debates com a rede?
Justo
19/03/2010 às 21:13
Comparar a Educação Municipal com o Estado é caótico! Mas vai conseguir igualar! E depois não haverá volta! Professores e alunos sofrerão!
Justo
19/03/2010 21:11
É decepcionante ler o que a Secr. de Educação fala sobre a situação de SA.Tantas questões que não condiz com a realidade e a proposta. Inverdade sobre os livros didáticos e a questão curricular. Cargos ocupados por incompetentes que usam porcamente o que foi construído na última gestão. Até material de limpeza falta!!
Sonia
19/03/2010 às 17:18
Falta de organização total dessa secretaria: remoção quase no Natal, atribuição de salas para alguns professores 1 dia antes do iníco das aulas , falta de professores, estamos dividindo turmas sim, enfim uma bagunça (diferente dos anos anteriores). Estamos descontentes sim senhora Secretária!!!
Vera
19/03/2010 16:57
A educação em Sto André antes dessa gestão que se diz nota 10 ERA organizada. Os materiais estavam na escola antes dos alunos retornarem, utilizávamos os livros sim, tínhamos um planejamento e adequávamos os livros aos conteúdos.Estamos além de jogados, amarrados, pois essa gestão é autoritária. NOTA 0 para a gestão.
PROFESSORA INDIGNADA
19/03/2010 às 16:34
CASO UNIFORME- Se não me falha a memória, as medidas foram tiradas por nós,PROFESSORES NOTA 5, em meados de 2009, com a promessa para os pais de que os uniformes chegariam até o mês de setembro, alguns alunos foram embora! E a nota baixa é nossa???
Prof.
19/03/2010 13:31
Convido o Diário a passar lá no Parque Escola para saber onde estão os alunos das escolas municipalizadas de período integral.
Lia
19/03/2010 às 12:56
A nossa secretária de Educação nos deu nota 7 hoje, porque até 1 ano e meio atrás éramos 5! Que maravilha! E nós professores damos 0 para ela e para toda a secretaria de educação que não passa de uma secretaria desorganizada e recheada de incompetentes. Venha ver a reallidade Sra. Secretária, saía do Mundo de Alice!
Professora
19/03/2010 11:35
Quepena que após tantos anos de formação, discussões, debates e uma prática que condizia com a teoria, temos como gestora uma pessoa que fomenta sua admninstração em cima de críticas das anteriores, de uma secretária que mal conversa com os professores, que não sabe qual é a concepção de Educação, dessa secretaria.
berenice
18/03/2010 às 21:47
é uma pena que com tanto empenho para com a qualidade dos uniformes das crianças (com essa demora toda) eles não terão mais serventia já que não servirão mais nas crianças... rsrs
deise laschi
18/03/2010 20:42
E quanto ao uso do livro didático nunca fomos proibidos de utilizá-los, entretanto, não eramos "obrigados" a fazê-lo.
deise laschi
18/03/2010 às 20:32
Aquilo de a secretária chama de "Estamos otimizando os espaços que temos" significa: salas de aulas lotadas (média 32 alunos para sala de crianças de 6 anos), fechamentos de espaços utilizados para qualificar a educação crianças (fechamento de sala de videos,paredes levantadas em pátios);salas de aulas sem professores
professora
18/03/2010 16:15
Isso sem falar que é fácil criticar a outra administração para tentar esconder a desorganização dessa. Sra. secretária, venha em nossas escolas ver o respaldo que temos da sua maravilhosa secretaria: nenhum. Principalemente nas municipalizadas, nós professores estamos jogados! Convido o Diário para vir tb.
Professora
18/03/2010 às 16:13
Nossa secretária deve estar falando de outra cidade!!! Em algumas escolas de nossa rede até papel higiênico está faltando e os professores estão colaborando com dinheiro ou então levando de casa para poder utilizar o banheiro! Não temos respaldo nenhum, as coisas são impostas, sem contar que a secretaria é uma bagunça!
Professora
17/03/2010 20:19
É importante lembrar que não se constrói nenhuma história negando a anterior. Essa rede tem história e um longo percurso de debate, discussão e construção de uma proposta pedagógica. Me espanta essa postura de crítica pq até agora nada de tão inovador foi proposto. Educação só se constrói respeitando a sua história.
Marisa
17/03/2010 às 13:25
Uma avaliação parcial fragmentada e sem vestígios mínimos de um diagnostico, só legitima o RETROCESSO histórico que estamos vivenciando na rede municipal de Santo André.
Deise
17/03/2010 11:08
É no mínimo contraditório uma equipe receber nota 10 e os coordenados por esta equipe receberem nota 7. Se os coordenados pela equipe nota 10 tem nota 7, o problema está na equipe nota 10 não acham? Realmente a concepção de educação desta secretária não cabe nos desafios educacionais para o século XXI.
Débora Martins
15/03/2010 às 23:20
Quanto aos livros didáticos, eram escolhidos pelos professores, a diferença é que havia uma vasta discussão e os professores não eram obrigados a trabalhar da página 1 a 101 e sim, tinham autonomia e conhecimento pedagógico para elaborarem sequências didáticas pertinentes aos contéudos de sua turma.
Débora Martins
15/03/2010 23:18
Há algo errado no reino da fantasia. Um número considerável de salas estão sem professores e em muitos casos por conta de escolhas. Escolhas? Sim. Os professores estão optando pela exoneração a ter que trabalhar em Santo André.
Edilene Aveledo
15/03/2010 às 14:54
Sou educadora da rede e não tive até o momento nenhuma reunião para discutir esse tal documento que esta sendo elaborado pela FSA, apenas fomos chamados para uma dinâmica de motivação no Clube 1º de Maio, alias equivocada, pois a rede está em um nivel muito mais elevado do que isso...precisamos ser respeitados!
Edilene Aveledo
15/03/2010 14:45
Pelas respostas da Secretária, não conhece nada da Educação de Santo Andrè, pois os livros didáticos não só já eram utilizados, como os professores faziam a seleção. Quanto ao curriculo, na rede já existia as bases curriculares e 2008, foi a finalização da discussão dos conteúdos-linguagens.
Juse
14/03/2010 às 23:22
esta é a secretária de educação do município? nota 10, só se for considerando de 10 até 100. Então esta pessoa ajudou o boicote do estado ao municipio...Agora tá explicado..
el.lopes
14/03/2010 23:06
Sou educadora da rede e estaria contente com o trabalho se todas as promessas de campanha estivessem pelo menos nos planos da atual administração em se tornar realidade. Não há diálogo entre administraçao e professores, o que podemos esperar de uma secretária que se apresenta aos seus professores através de um vídeo??
ALEXSANDER
14/03/2010 às 11:10
PARABENS AOS PROFESSORES QUE TEM AMOR E ACARINHO NO QUE FAZEM QUE ESTE SUCESSO SE TORNE NOTA DEZ NA ESCOLA E QUE OS PAIS E ALUNOS SE JUNTE POR ESTE IDEAL POIS OS PROFESSORES NAO FAZEM NADA SOZINHO
JOSI PEREIRA
14/03/2010 10:35
A EQUIPE DO DIARIO PARABÉNS PELA MATÉRIA, A A NOSSA SECRETARIA NÓS PROFESSORES QUE ESTAMOS A ESPERA DO CONCURSO , ACREDITAMOS NA NOVA EDUCAÇÃO DE SANTO ANDRÉ PARA 2010 E QUE ESSSES CARGOS SEJAM ABERTOS PARA ANDAR RAPIDAMENTE ESTA LISTA. E AS CRIANÇAS TAMBÉM ESPERAM NOVAS CRECHES.

Será que os pais pensam na educação de valores?

Será que os pais pensam na educação de valores?


Débora Martins Machado
Outro dia levei minha filha no aniversário de um “amiguinho”. Sim. Quando seu filho ou filha começa a relacionar-se com os “amiguinhos” esses programas começam a fazer parte da vida familiar e é bom lembrar que com os “amiguinhos” vem também suas famílias e a diversidade de valores.
Enquanto minha filha brincava com os “amiguinhos” nos brinquedos do Buffet, fiquei acompanhada de outras mães que como todas as outras mães do universo falavam de seus filhos: “meu filho não come beterraba”, “ o meu filho toma mamadeira”, “minha “FILHA” (essa sou eu) é estabanada”, “o meu filho usa chupeta”. Enfim, não vou relatar toda conversa...
Entre uma fala e outra surge o assunto: festa de aniversário. Algumas mães começaram a contar em alto e bom tom todos os buffets que já haviam frequentado e os orçamentos que já haviam realizado para a comemoração de 2010. Percebi que os valores em reais(R$) eram importantes para algumas mães... “deixavam claro”.
Fiquei observando toda aquela conversa e pensando: Que valores essas famílias estão apresentando aos filhos? E ao mesmo tempo pensando: Minha filha faz parte desse grupo de “amiguinhos” e das “famílias” dos amiguinhos.
Por incrível que pareça não apresentei minha opinião. Fiquei atônita frente a tanta ostentação. Sem hipocrisia, já fiz festa de aniversário com um investimento financeiro gigantesco, mas também já propiciei momentos de comemoração na escola com esses mesmos “amiguinhos” e ela ficou numa felicidade indescritível.
Hoje é a festa de aniversário no Buffet “top” da região, amanhã o triciclo motorizado, depois o carro do ano... E o respeito com o outro? E o respeito com tudo que acontece nesse mundo? E o respeito com a diversidade?
O que mais me preocupa é que minha filha seja uma menina que respeite as diferenças e viva intensamente as pequenas coisas da vida que estão ficando distantes das famílias por um investimento constante das mídias e por falta de identidade das famílias.
Está na hora de observarmos o que realmente deixam nossos filhos felizes...
Como diria Içami Tiba: “Na teoria tudo é possível, as hipóteses são verdadeiras e os sonhos são realizáveis. É a prática que viabiliza os sonhos.”

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sexta-feira, 19 de março de 2010

Formação de professores

S.Bernardo financia pós-graduação para professores


Por: Renan Fonseca (renan@abcdmaior.com.br)
Transporte, material didático e mensalidades serão bancados pela Prefeitura

Ao menos 800 professores da rede municipal de São Bernardo ingressam neste ano no programa de pós-graduação da USP (Universidade de São Paulo). Os profissionais já podem enviar os projetos para seleção. Um investimento de R$ 4 milhões feito pela Prefeitura vai garantir que os educadores tenham material para estudo, transporte e financiamento total das mensalidades dos cursos. Os professores devem optar por uma das áreas oferecidas: educação Infantil, especial, ensino fundamental e ciências (meio ambiente).
A parceria com a universidade se deu pelo Projeto Escola do Futuro. A capacitação vai durar 25 meses. “Estamos investindo na profissionalização de nossos professores. Nos próximos anos, pretendemos garantir mais vagas para que toda a rede tenha a oportunidade de estudar em uma pós”, disse a secretária de Educação, Cleuza Repulho. A primeira aula será acompanhada pelo prefeito Luiz Marinho (PT) no dia 17 do próximo mês.
“Todos os TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) são focados na prática, para a sala de aula”, ressaltou Cleuza. Além disso, a gestora anunciou que dentro em breve a Prefeitura vai abrir concurso para cargos na educação. “Estamos avaliando o fluxo da rede, como por exemplo, devemos saber quais são os professores que vão se aposentar. Logo então, vamos anunciar o número de vagas”, assentiu Cleuza.
Carga horária - Os cursos de pós-graduação devem ter 410 horas/aula, sendo 360 horas presenciais e 50 horas de conclusão do TCC. As aulas serão ministradas aos sábados, das 8h às 17h, na USP, na Capital. Os professores serão divididos em 20 turmas de até 40 alunos cada, e está incluso o material didático. O transporte dos professores também será responsabilidade da Secertaria da Educação de São Bernardo.

Fonte: Jornal ABCD Maior

Me Acompanha..

Compartilho o Blog Me Acompanha...

Em 17/03 foi postado Por que aderir a greve? .
 Vale a pena ler, refletir, repensar e avaliar os diferentes olhares sobre a Greve.
Para ler a postagem é só clicar nos links acima: Me acomapnha ou Por que aderir a greve?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Soletrando

Aluno da rede estadual é selecionado para soletrando 2010


Aluno da Escola Estadual Américo Brasiliense, em Santo André Dener Luiz da Silva representará o Estado de São Paulo no desafio de língua portuguesa do programa Caldeirão Huck, da Rede Globo
Aluno do 8º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Américo Brasiliense, em Santo André, Dener Luiz da Silva, de 12 anos, representará o estado de São Paulo no jogo “Soletrando”, um desafio de língua portuguesa apresentado no programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo. Dener foi selecionado entre alunos de duas mil escolas inscritas. Participam do desafio alunos da rede pública de ensino, do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental, de todo Brasil.
“Estudei muito para o concurso. Ser selecionado foi incrível, um momento muito especial na minha vida”, comenta Dener, que estuda na rede estadual paulista desde o primeiro ano do Ensino Fundamental. Apesar de ter sido selecionado para o desafio, ele diz que Língua Portuguesa não é sua matéria favorita. “Não tenho uma matéria preferida. Gosto de todas”, salienta o adolescente, que também demonstra talento em outras disciplinas. Em 2009, Dener competiu na Olimpíada Brasileira de Matemática e ganhou medalha de prata.
A quarta edição do Soletrando estréia dia 13 de março e contará com a participação de 27 alunos, cada um representando um estado do país, que terão seus conhecimentos em língua portuguesa testados pelo apresentador Luciano Huck e pelos jurados do programa.

Fonte: SEE





quarta-feira, 17 de março de 2010

Começa curso especial de matemática para professores

Compartilho ação da SEE. Acredito que a formação fará a diferença nas interveções com os alunos.
Boa Leitura!

Começa curso especial de matemática para professores




A grade foi estruturada a partir do levantamento das principais

dificuldades apontadas pelos professores na pesquisa de 2009, assim

como nos resultados observados no Saresp 2009, na prova dos

temporários e no exame de promoção

Começa nesta terça-feira (16/3) o curso de matemática que será oferecido pela Secretaria de Estado da Educação aos professores que lecionam matemática na rede estadual de ensino. Inicialmente, as aulas serão ministradas para professores coordenadores das oficinas pedagógicas das Diretorias de Ensino, que atuarão como mediadores, sendo responsáveis por retransmitir o conteúdo aos professores de matemática do Ciclo II do Ensino Fundamental e Ensino Médio.
“Esse curso representará um grande avanço na qualidade do ensino. Servirá, inclusive, como preparação para os docentes que não conseguiram aprovação no exame dos temporários e terão que fazer a avaliação novamente no final do ano”, disse o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
Nesta primeira fase, o curso será disponibilizado para 182 professores coordenadores de matemática, contemplando dois profissionais por Diretoria de Ensino. As aulas para os professores mediadores serão compostas por quatro encontros presenciais totalizando 64 horas, 16 horas de videoconferências, 64 horas de estudos estruturados com apoio web, 12 horas serão destinadas a avaliação e 24 horas de planejamento e monitoração dos cursos a serem reaplicados aos professores de suas regiões. Este primeiro encontro presencial acontece até quinta-feira (18/3). Os próximos módulos, também destinados aos professores coordenadores, estão previstos para os períodos de 26 a 28 de abril, 24 a 26 de maio e de 21 a 23 de junho.
O curso será ministrado por especialistas da USP e abrangerá trigonometria, geometria, fração, função, números complexos, equações de 3º e 4º graus, probabilidade e análise combinatória. A bibliografia será a mesma utilizada nos exames realizados pela Secretaria (concurso para efetivos, prova dos temporários e exame para promoção). A grade do curso foi estruturada a partir do levantamento das principais dificuldades apontadas pelos professores na pesquisa de 2009, assim como nos resultados observados no Saresp 2009, na prova dos temporários e no exame de promoção.
Já a fase destinada aos professores de matemática compreenderá quatro módulos de 60 horas, sendo cada um com 24 horas presenciais, 16 horas de videoconferências e 20 horas de estudos com apoio web incluindo avaliação, totalizando 240 horas. Os docentes poderão fazer o curso em horário de contraturno ou aos sábados. Ao final, os participantes passarão por uma avaliação e os aprovados receberão um certificado de conclusão, que será contabilizado para a evolução funcional do docente. A participação não é obrigatória e as inscrições poderão ser feitas nas próprias Diretorias de Ensino entre os dias 24 de março e 16 de abril. As aulas vão acontecer nas sedes das Diretorias de Ensino depois de abril, à medida que as turmas forem formadas.

Fonte: Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

terça-feira, 16 de março de 2010

PRÊMIO CONSTRUINDO A NAÇÃO 2009/2010

PRÊMIO CONSTRUINDO A NAÇÃO 2009/2010


O PRÊMIO CONSTRUINDO A NAÇÃO foi instituído com o objetivo de, através da participação de alunos da rede pública e privada, diagnosticar e trazer soluções para os problemas existentes nas comunidades onde as escolas estão situadas.
Este ano, no dia 08 de março, a Cerimônia teve lugar na Sala São Paulo, ocasião em que o Dirigente Regional, Professor Reinaldo Inácio de Lima, recebeu a homenagem EDUCADORES EM DESTAQUE e a EE. Clorinda Danti foi agraciada com o prêmio DESTAQUE SOCIAL.
No evento, outras quatro escolas da Diretoria Centro Oeste foram motivo de aplausos pela classificação alcançada: EE Almeida Junior, EE Emygdio de Barros, EE Samuel Klablin e EE Senador Adolfo Gordo.
Para maiores informações, clique aqui.

Fonte: Diretoria de Ensino Centro-Oeste

domingo, 14 de março de 2010

Nota 7 para Educação de Santo André

Nota 7 para Educação de Santo André


Evandro Enoshita
Do Diário do Grande ABC
Para a pedagoga pós-graduada pela PUC-SP (Pontíficia Universidade Católica de São Paulo) Cleide Bochixio, o sistema educacional de Santo André não é novidade. Tendo atuado na cidade como professora, diretora, supervisora e dirigente regional de ensino, além de ter prestado assessoria educacional em São Paulo e outros Estados, ela coloca à prova a sua experiência sobre o setor. Desde o início da gestão do prefeito Aidan Ravin (PTB), no ano passado, ela está a frente da Secretaria de Educação da cidade.
Em entrevista ao Diário, além de falar sobre a sua experiência, a secretária culpou as administrações anteriores e a burocracia do setor público como as fontes das dificuldades enfrentadas por ela no comando da pasta.
Segundo Cleide, a Prefeitura teve de iniciar do zero projeto curricular para as escolas da rede municipal, que incluiu a reinserção do uso de livros didáticos, que haviam sido abandonados nas gestões anteriores, além da criação de material didático.
A redução do déficit de vagas para a Educação Infantil também foi citada pela secretária, que destacou os projetos de construção de creches e de otimização de espaços em instituições de ensino já existentes, para que elas pudessem abrigar os ensinos Infantil e o Fundamental.
Em relação ao corpo docente, Cleide destacou a necessidade de mais professores para as escolas da cidade, mas minimizou o problema, ao afirmar que a prática de delegar mais de uma sala ao professor "é utilizada em escolas particulares".
Questões como o atraso na entrega dos kits de uniformes escolares e a polêmica causada pela abertura de um concurso para a contratação de professores temporários também foram abordadas na conversa com a secretária.

DIÁRIO - Tendo atuado como professora e dirigente escolar na rede estadual, a senhora sentiu muitas diferenças entre a realidade do estado e a do município?
CLEIDE BOCHIXIO - Atuei pelo Estado aqui em Santo André. Então, embora eu fosse subordinada à Secretaria de Estado da Educação, a minha área de atuação era aqui. A realidade da cidade não me é estranha.

DIÁRIO - Como dirigente de ensino, na década de 1990, a senhora participou do início do processo de municipalização da educação em Santo André?
CLEIDE - Foi em 1995, na primeira gestão do então governador Mario Covas. Foi um processo de reorganização e, depois, municipalização. Então fiz toda a negociação com a Secretaria de Educação do Município, com a gestão do então prefeito Celso Daniel.

DIÁRIO - E como transcorreu esse processo?
CLEIDE - A cidade decidiu que não iria fazer uma parceria com o Estado. Aí começaram a ampliar as escolas do município para atender o Ensino Fundamental e deixaram a Educação Infantil em segundo plano. A cidade começou a concorrer com o Estado. Qual seria a vantagem da parceria? Você absorveria o patrimônio do Estado. Aí que ficou a diferença. Agora precisamos recuperar esses espaços para melhorar o atendimento.

DIARIO - Quais foram os principais problemas que a senhora encontrou ao assumir a secretaria?
CLEIDE - Foi a falta de um projeto curricular definido. Desde o início da municipalização (até a gestão anterior), não era permitido o uso de livros didáticos. Os professores tinham que criar as aulas. Acredito que isso veio de um entendimento errado da teoria educacional construtivista. Achavam que elas (as crianças) constroem o conhecimento do nada. Além disso, já sabíamos que iríamos ter uma dificuldade para atender a Educação Infantil. A demanda é bem maior que a capacidade de atendimento do município. Isso não é segredo. Faltam cerca de 1.300 vagas.

DIÁRIO - Em relação aos livros, até os materiais didáticos do Ministério da Educação eram descartados?
CLEIDE - Mesmo os livros do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) não eram utilizados. Desde o ano passado voltamos a usar o currículo do MEC. É um material padrão. Na verdade, é preciso garantir um conhecimento inicial, o professor precisa ter instrumentos para assegurar uma frequencia de conteúdo do Ensino Fundamental que possibilite trabalhar enriquecendo isso com livros da biblioteca. O currículo escolar é um instrumento de desenvolvimento intelectual.

DIÁRIO - E o que a Prefeitura está fazendo para lidar o déficit de vagas na Educação Infantil?
CLEIDE - Atualmente temos 24 creches na cidade. Estamos otimizando os espaços que temos. Fizemos um estudo e constatamos as áreas com maiores necessidades. Dentre as creches em construção, temos uma para ser concluída na região do Jardim Santo André. Em setembro do ano passado sabíamos dessa necessidade (por mais creches) e fizemos uma parceria com o Estado para termos mais áreas disponíveis.

DIÁRIO - A secretaria estuda alguma mudança nos materiais didáticos utilizados na rede municipal?
CLEIDE - No ano passado, iniciamos o trabalho e, neste ano, estamos fazendo a confecção de um novo material escolar em parceria com a Fundação Santo André. Material que foi pensado para o município. A Fundação está preparando um portal interativo, para que o professor possa dizer o que está bom, e o que não está bom no material, para que, ao final, o professor se reconheça sujeito deste processo.

DIÁRIO - Já existe um prazo para a implantação deste projeto?
CLEIDE - O projeto para desencadear essas ações está esperando a aprovação do Prefeito. Ele assinando, já arrematamos essas ações. Já foi feita a primeira reunião com os professores para explicar esse processo. Acredito que até o final do ano já tenhamos os materiais.

DIÁRIO - Além da construção de um projeto curricular, qual foi o investimento feito no corpo docente neste primeiro ano de gestão da senhora?
CLEIDE - Foram feitos cursos de reciclagem e palestras para os professores em parceria com a USP (Universidade de São Paulo). Usamos formação continuada de maneira que a pessoa continue superando os seus limites.

DIÁRIO - A senhora acha que os professores estão contentes com a sua gestão a frente da secretaria? Você sente que eles estão querendo sair da rede municipal?
CLEIDE - Não creio que eles estejam descontentes. Os professores recebem os mesmo benefícios que recebiam os docentes do Estado.

DIÁRIO - Quais as intervenções que a cidade está fazendo nas seis escolas municipalizadas no início deste ano?
CLEIDE - A municipalização foi aprovada pelo Conselho Estadual de Educação no dia 20 de janeiro. Foram feitas reuniões nas escolas para esclarecer dúvidas dos profissionais, diretores, professores. Todos os professores titulares continuaram em seus cargos. Tivemos docentes de Educação Artística, três ou quatro, que não quiseram vir para o Município, pois estavam em estágio probatório e resolveram permanecer na rede estadual.

DIÁRIO - Na semana passada, foi aberto um concurso público para a contratação de professores em caráter temporário. Existe um déficit de professores em Santo André?
CLEIDE - A prática no município sempre foi de atribuir mais de uma sala para os professores titulares. Já existia um déficit.

DIÁRIO - E quando falta professor em sala de aula, é preciso juntar as classes?
CLEIDE - Eu acredito que isso não esteja acontecendo. Eu não estou negando a falta. Imaginávamos que iria sair um processo seletivo para professores em fevereiro, mas este processo não é uma iniciativa minha. Quem inicia isso não é a minha secretaria. A Educação é uma secretaria diferente. Temos uma população que precisa de professores, então nós continuamos com esta prática que atribuir uma segunda sala.

DIÁRIO - Porque foi aberto um concurso para professores temporários se ainda existem mais de 200 professores em uma lista de espera de um concurso realizado em 2006?
CLEIDE - Porque ainda não existem vagas para essas pessoas. Existe um projeto que será enviado para a Câmara para a abertura de um processo de criação de vagas. Só nó ano passado, chamamos 150 professores deste concurso. Aqui na cidade, quando um professor vira diretor de uma escola, ele não perde a sua classe. Esse último concurso é para a contratação de professores substitutos, para ocupar esses lugares que ficaram vagos.

DIÁRIO - A senhora falou que a pasta da Educação difere em relação as outras secretarias. Como sensibilizar as outras áreas de que a Educação é diferente? A senhora está encontrando dificuldades dentro da administração para trabalhar?
CLEIDE - Na verdade, não são dificuldades dentro da administração, mas dificuldades de compreensão da seleção. Você explica a situação (falta de professores), aguarda, vai ver o que está acontecendo e você percebe que não ficou muito claro, porque você é informado de que a administração quer fazer um processo seletivo unificado, com outras áreas. Mas, neste caso (dos professores), teria que ser um processo mais rápido, porque eu não posso ficar sem professor na sala de aula.

DIÁRIO - Em relação aos uniformes, já é possível garantir que eles ficarão prontos ainda no primeiro semestre?
CLEIDE - O empenho de todos é para que fique pronto neste prazo. Tentamos fazer tudo da melhor maneira. No ano passado, contratamos o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) para dizer para gente quais os materiais mais adequados para as roupas, as cores e os padrões. Tudo tão bem feito que entraram com um recurso para barrar a licitação, porque acharam que já estava direcionada (para alguma concorrente). É importante lembrar que há mais de 13 anos não tem uniformes nas escolas da cidade. É diferente você fazer uniforme quando você já um histórico de medidas atualizadas dos alunos.

DIÁRIO - O mesmo problema acontece com os materiais escolares?
CLEIDE - Todo o material de uso individual já foi entrega aos alunos. Só faltaram os apontadores de lápis, para os quais não apareceram interessados na licitação.

DIARIO - Qual o orçamento da secretaria para 2010?
CLEIDE - R$ 256 milhões. Estamos aplicando mais do que os 25% obrigatórios.

DIÁRIO - Para finalizar, qual nota que a senhora dá para a rede municipal de ensino?
CLEIDE - Por todo empenho da equipe da educação, nota 10. Tenho certeza de que temos uma rede de pessoas muito bem preparadas. No geral, dou nota sete, mas é preciso levar em consideração que, quando assumimos, estava abaixo de cinco.

Fonte: Diario do Grande ABC

sábado, 13 de março de 2010

MEC é premiado por três ações de inovação na gestão pública

MEC é premiado por três ações de inovação na gestão pública

O Ministério da Educação (MEC) foi premiado por três iniciativas de inovação na gestão pública federal em concurso promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap)
O Ministério da Educação (MEC) foi premiado por três iniciativas de inovação na gestão pública federal em concurso promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap).
A Enap selecionou dez iniciativas e a classificação destas ações será anunciada na próxima terça-feira (16), às 14h, no auditório do Ministério do Planejamento no 14º Concurso Inovação na Gestão Pública Federal. A solenidade também marca os lançamentos do 15º Concurso Inovação e do livro contendo o relato das práticas premiadas em 2009.
As ações premiadas do MEC são: “Acompanhamento da frequência escolar de crianças e adolescentes em vulnerabilidade (condicionalidade em educação do Programa Bolsa Família)”, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad); o “Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)”, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); e o “Sistema e-Mec: reinvenção processual da educação superior em três dimensões da gestão pública – jurídica organizacional e tecnológica”, da Secretaria de Educação Superior.
Além de valorizar o trabalho de servidores públicos comprometidos com o alcance de melhores resultados, a premiação concedida pela Enap, em parceria com o Ministério Público, estimula a adoção de iniciativas para a melhoria dos serviços públicos. Em 2009, o Concurso Inovação recebeu 131 inscrições válidas.
Os cinco primeiros lugares são premiados com visitas técnicas a França, a Espanha e ao Canadá e cursos técnicos no Japão; os demais vencedores recebem vagas nos cursos da ENAP de Especialização em Gestão Pública e de Desenvolvimento Gerencial.
Todos os integrantes das equipes selecionadas recebem certificados, o livro com os relatos das ações vencedoras, publicações da Enap, o Selo Inovação e a divulgação da prática no Banco de Soluções, veiculado em http://inovacao.enap.gov.br.
O Concurso Inovação conta com o apoio das embaixadas da Espanha e França, da Cooperação Espanhola, da Escola Canadense do Serviço Público, da Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional e da Agência de Cooperação Internacional do Japão. Nas 14 edições realizadas desde 1996, 1.309 iniciativas se inscreveram e 301 práticas foram premiadas.

Fonte: Portal do Mec


quinta-feira, 11 de março de 2010

Como se forma um bom aluno

Resisti bravamente, por alguns dias, em ler essa reportagem por acreditar que nao existe receita pronta para algumas "coisas", mas como sou assinante da públicação em questão....Li.

Vejam:

05/03/2010 18:59
Como se forma um bom aluno



Todo pai quer que seu filho vá bem na escola. Só querer não basta. A seguir, oito lições de crianças que se destacam nos estudos

Camila Guimarães com Juliana Arini, Marco Bahé e Nelito Fernandes
Não há pai ou mãe que não sonhe com isso: que seu filho vá bem na escola, encontre uma vocação e faça sucesso. É por isso que os pais brasileiros, ouvidos em uma pesquisa do Movimento Todos pela Educação, disseram participar com afinco da vida escolar de seus filhos. Essa participação, porém, tem suas falhas – como mostra um detalhamento da pesquisa de 2009, feito com exclusividade para ÉPOCA. Em alguns casos, há falta de tempo (a queixa mais comum de quem tem filho em escola particular). Em outros, o principal obstáculo é o desconhecimento do conteúdo ensinado (para quem tem filho em escola pública).
A pesquisa também detectou conceitos ultrapassados de como impulsionar o conhecimento. A maioria dos pais presta demasiada atenção às notas e preocupa-se menos em estimular a leitura ou acompanhar se a criança está aprendendo.
Em outras palavras: há mais cobrança que incentivo. É como se os pais considerassem que sua tarefa principal é garantir o acesso à escola – a partir daí, a responsabilidade seria dos professores. Isso é pouco, principalmente num país que não tem avançado satisfatoriamente na área da educação. O nível de ensino das escolas brasileiras, mesmo as de elite, é baixo, na comparação com os países mais avançados. Um relatório do Ministério da Educação, ainda incompleto, mostra que atingimos apenas um terço das metas do Plano Nacional de Educação, entre 2001 e 2008. A evasão escolar no ensino médio aumentou de 5% para 13%. Só 14% dos jovens estão na universidade. Menos de um quinto das crianças até 3 anos frequenta creches.
E, no entanto, há ilhas de excelência. Há alunos brilhantes, curiosos, esforçados, interessados, capazes. Não estamos falando de superdotados. São meninos e meninas comuns, de colégios públicos e particulares, pobres ou ricos, que vão para a escola e... aprendem. Mais: formam-se. Estão no caminho de se tornar cidadãos melhores, pessoas melhores, gente de sucesso. Fazer com que uma criança seja assim não está inteiramente ao alcance dos pais. Pesquisas mundiais mostram que o envolvimento paterno responde por, no máximo, 20% da nota final. O restante seria determinado pela qualidade da escola, a relação com os professores, a influência dos colegas e, claro, seu próprio talento. Mas há, em cada um desses fatores, também uma influência dos pais. Cabe a eles analisar a escola, monitorar os professores, perceber o ambiente em que seu filho vive, estimular-lhe os talentos naturais. Talvez não seja possível fabricar bons alunos. Mas, como atestam as experiências dos garotos e das garotas desta reportagem, há boas receitas para ajudá-los a descobrir esse caminho.
Se os pais não sabem reconhecer as paixões naturais dos filhos, inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo
1. O PODER DO INCENTIVO

O menino Pedro Manzaro seria um personagem improvável para uma reportagem sobre bons alunos. Aos 7 anos, ele começava o 3o ano sem saber escrever direito e com falhas de leitura. Em breve iniciaria aulas de reforço, com pouco resultado. Pedro era um retardatário na turma de alfabetização. Naquele momento, a diretora do colégio, de uma rede particular de São Paulo, chamou seus pais para uma conversa. Era preciso agir. Quando estão aprendendo as letras, as crianças têm um “clique”, um momento muito pessoal a partir do qual a escrita e a leitura deslancham. O “clique” de Pedro estava demorando demais.
Que pai não ficaria apreensivo com uma situação dessas? Foi como Andréia e Sidnei Manzaro se sentiram. Mas logo trataram de agir. A estratégia foi usar a leitura – o menino adorava livros, vivia com eles embaixo do braço, apesar da dificuldade de entendê-los. Na casa da família, já havia a tradição de cada criança (Pedro tem dois irmãos mais novos) ter seu “dia de filho único”, quando os pais ficam só com ele. Durante a recuperação de Pedro, que levou um ano, seus dias de filho único eram sempre passados dentro de livrarias. Andréia passou a ler os livros de aventura, gênero favorito de Pedro, para conversar com ele sobre os vaivéns dos heróis das histórias (ela pegou gosto: está lendo agora o segundo livro da série Píppi Meialonga, sobre uma garota que viaja pelo mundo e odeia a escola).
Hoje, Pedro é considerado um aluno acima da média. Não é um colecionador de notas 10. Mas isso não preocupa ninguém. “O principal é ele gostar do que está fazendo”, afirma Andréia. O sucesso foi resultado de um esforço conjunto. A escola lhe deu atenção especial, com correção cuidadosa dos textos. O hábito da leitura fez outro tanto. Ler estimula a capacidade de compreender um texto, é um hábito fundamental na formação de seres pensantes. Está entre os quatro fatores comuns aos melhores alunos, segundo uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação em 2007 (os outros são fazer lição de casa, ter atividades extracurriculares e pais engajados).
O terceiro impulso, crucial, para a recuperação de Pedro foi a torcida dos pais. O incentivo e os elogios deles ajudaram a construir autoconfiança e gosto pelo esforço. “A gente vivia dizendo para ele: ‘Filho, olha o que você conseguiu!’”, diz Andréia. O elogio é capaz de transformar. Mas é preciso ter cuidado com ele. Há uma ciência em seu uso. Segundo pesquisas americanas, crianças que recebem congratulações por seu desempenho e seu talento tendem a ficar mais preguiçosas e menos criativas. Aparentemente, ficam com medo de arriscar, porque um fracasso destruiria a imagem que conquistaram. Crianças que recebem elogios por seu trabalho duro, pelo esforço despendido para chegar àquele resultado têm reação inversa. Tornam-se mais persistentes, desenvolvem gosto pelo risco. E, quando fracassam, atribuem isso a um esforço insuficiente, não à incapacidade. Foi o que aconteceu com Pedro. “Mesmo com os sucessivos erros, nunca ouvi o Pedro se recusar a escrever um texto”, diz Beatriz Loureiro, a professora que acompanhou sua recuperação.

2. O PRAZER DE APRENDER

Guilherme Ortolan, de 9 anos, tem dificuldade de passar para a próxima fase. Não na escola. Essa ele tira de letra. O problema de Guilherme é que, quando joga um de seus games preferidos com o pai, esquece o objetivo. “Ele para o jogo para me dizer que a classificação de um dos bichos na tela está errada: aquele dinossauro não pode ser herbívoro e viver naquela parte da floresta se tem dentes tão pontiagudos, típicos dos carnívoros”, diz o pai, também Guilherme. A paixão do menino pelos dinossauros começou cedo. Ele nem era alfabetizado. Os pais souberam estimular seu interesse. Começaram comprando lagartos de brinquedo. Depois vieram os livros. E as pesquisas na internet. E os recortes de jornais e revistas (muitos deles presenteados pelos professores). A família inteira ficou envolvida pela mania, e Guilherme acabou virando “especialista”. Quando vai brincar com seus dinossauros, ele os organiza por período geológico. Ou por hábitos alimentares.
Esse processo mostra como uma paixão ajuda a estimular a criatividade, ensina a pesquisar por conta própria, tirar conclusões, fazer conexões. Se os pais e professores não sabem reconhecer e estimular as paixões naturais das crianças, se insistem para ela “largar de bobagens e se concentrar no que é sério”, inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo. Com Guilherme, aconteceu o contrário. “O repertório dele é superior ao dos colegas”, diz Maria Isabel Gaspar, coordenadora pedagógica da escola em que ele estuda, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. “Não são raras as vezes em que ele já tem informações sobre o que está sendo ensinado na sala de aula.”
Esse tipo de aluno – capaz de fazer associações e reflexões mais sofisticadas – as melhores universidades do país procuram. Em seus vestibulares, elas evoluíram da cobrança de acúmulo de informações para a capacidade de solucionar problemas. O Enem, a prova unificada de seleção aplicada pelo Ministério da Educação, segue a mesma linha.

3. ORGULHO DO RESULTADO
Nem sempre o prazer de aprender vem da paixão por algo específico. Muitas vezes, trata-se do prazer de fazer bem feito, uma espécie de orgulho de ter realizado algo. Esse perfeccionismo move Gabriela Vergili, de 13 anos. Na primeira semana de aula, no mês passado, ela e a irmã mais nova, Geovana, chegaram em casa, em São Paulo, com a mesma tarefa (embora estejam em séries diferentes, ambas têm um professor em comum). Elas tinham de descobrir em que data cairia o Carnaval deste ano. Como sempre, as duas sentaram no mesmo horário para fazer o dever (a regra, na casa de dona Mércia, sua mãe, é fazer a lição logo depois do almoço). Geovana, eficiente, descobriu logo a data pedida: 16 de fevereiro. E foi brincar. Gabriela demorou mais. Pesquisou na internet, na enciclopédia Larousse, voltou para a internet. E escreveu um longo texto sobre Quaresma, Equinócio, fases da Lua e concílios religiosos. “A disciplina e a organização da Gabriela a ajudam a ‘aprender a aprender’ qualquer coisa”, afirma Luís Junqueira, professor dela no ano passado. “Por isso ela é tão versátil: tem texto redondo, sabe fazer um documentário em vídeo, vai bem na aula de artes e até na educação física.”
Essa disciplina é um ponto de honra para Mércia. Ela sempre foi rigorosa com os estudos das filhas. Além do horário da lição, à noite ela e o marido chegam do trabalho e tiram dúvidas das crianças. Quando a escola passa uma pesquisa, manda ler um livro, Mércia acompanha por telefone se as obrigações foram cumpridas. Essa rigidez – acompanhada do exemplo, senão o efeito pode ser o oposto – cria comprometimento com o estudo. “Quase sempre a criança vai buscar em casa como ela vai se relacionar com a vida acadêmica”, diz Débora Vaz, pedagoga e diretora de um colégio particular de São Paulo. Gabriela é concentrada para fazer seus deveres, cumpre o combinado com os professores, respeita o sinal da escola, devolve o livro da biblioteca dentro do prazo.
Como mostra a pesquisa do MEC de 2007, o dever de casa é outro ponto em comum entre os bons alunos. Vários estudos comprovam que a lição de casa ajuda a assimilar conteúdos. Também é a forma mais fácil de verificar o aprendizado dos filhos. Por isso, os pais devem se envolver – mas não muito. A lição de casa tem de ser feita apenas pelo aluno. “É quando a criança está sozinha para lidar com todo o conhecimento que adquiriu em sala e vai decidir o que fazer com ele”, diz Harris Cooper, um acadêmico da Universidade Duke, Carolina do Norte, que há mais de 20 anos estuda a relação dos pais com a lição de casa (leia suas recomendações).

4. RESISTÊNCIA A FRUSTRAÇÕES

Outra forma de a disciplina se manifestar é na resiliência. O termo designa a propriedade de um corpo de voltar à forma original depois de sofrer uma deformação. Por extensão, passou a ser usado por psicólogos como a capacidade de uma pessoa se recobrar de episódios ruins ou resistir a dificuldades. Em geral, a resiliência é alimentada pela determinação, uma característica encontrada em grande parte dos bons alunos. Um exemplo é Leandro Siqueira, de 16 anos. Ele acorda às 4h30. Pega um trem em Cosmos, Zona Oeste, a região mais pobre do Rio de Janeiro, rumo ao Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Fukow Fonseca (Cefet), uma das melhores escolas técnicas do país. Sai de casa sem tomar café – ou não chegaria a tempo à primeira aula, às 7 horas. Leandro faz a primeira refeição do dia às 12h30, no intervalo do período integral. Chega em casa às 20h30, janta e estuda até as 22 horas. Como seu quarto é pequeno, e a sala geralmente está ocupada, Leandro usa a varanda para ter a concentração de que precisa.
A maratona massacrante se justifica. Quando entrou na escola técnica, numa vaga que disputou com 50 candidatos, Leandro sentiu um baque. Ele sempre havia sido bom aluno, mas o desnível em relação à escola pública de onde vinha era grande demais. Pegar recuperação em três disciplinas não foi o pior. Pelas regras da escola, quem é reprovado duas vezes é expulso. Leandro teve medo de perder sua conquista. “Eu me cobrava muito e ficava pensando no dinheiro que meu pai gasta para eu estar aqui todo dia e almoçar”, afirma, logo depois do almoço num restaurante a quilo, onde gastou R$ 11. Suas notas se estabilizaram acima da média graças à severidade de seu plano de estudos, que inclui mais algumas horas de caderno aos domingos, assistido por uma tia professora de matemática. Os pais de Leandro, um instalador de gás desempregado e uma dona de casa, estudaram até a 8a série. Não conseguem ajudá-lo com os estudos. Mas não poderiam dar lição melhor que o sacrifício que fazem para lhe dar a oportunidade de um bom estudo.
Será possível incutir determinação em alguém? Em termos. A resiliência é, provavelmente, uma característica da personalidade. Mas os pais podem influenciar. Em geral, fazem isso para o lado errado. “Vemos muitos pais lenientes, enchendo seus filhos de facilidades”, afirma Maria Lúcia Sabatella, uma educadora especialista em crianças superdotadas. O resultado são crianças mimadas, com pouca resistência a frustrações. E uma tendência a desistir ante as dificuldades. Por isso, em seu programa dedicado a localizar bons alunos na rede pública, os pais também recebem aulas. Eles aprendem a estimular seus filhos e, especialmente, a não boicotá-los. “Temos de ensiná-los a formar indivíduos autônomos, independentes”, diz Sabatella.

5. O GOSTO DA COMPETIÇÃO

Os trigêmeos Joeverton, Joemerson e Joebert de Oliveira Maia, de 12 anos, foram medalhistas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) no ano passado. Joeverton foi medalha de ouro. Joemerson e Joebert ficaram com o bronze. Não é preciso dizer que eles são o orgulho do pai, José Jorge Maia, chefe da família de classe média baixa que vive na periferia de João Pessoa. Professor de matemática da rede pública da Paraíba, tudo o que José conseguiu até hoje foi com esforço: a casa onde mora e ter criado os três filhos só com seu salário, já que sua mulher, Selma, também professora, parou de trabalhar para cuidar dos bebês. “Sobrevivo com tudo o que aprendi na escola. É só isso que eu tenho e é isso que eu quero garantir para meus filhos”, diz.

Não é só discurso. José e Selma dão aos trigêmeos, todos os dias, três horas extras de aula, além da lição de casa. É como um treino de atletismo, com esforço repetitivo. José copia provas de olimpíadas de matemática antigas e dá como treino para os meninos. A vontade de vencer, atingir metas mais altas, destacar-se é um poderoso incentivo para os estudos. “Os melhores alunos não têm medo do desafio”, fiz Suely Druk, diretora da OBMEP.
As aulas, no terraço da casa simples da família, não são apenas de matemática. Incluem ciências, português e história. Os meninos não se incomodam em suar a camisa. “Sempre foi assim aqui em casa”, diz Joemerson. O reforço ajuda a compensar as deficiências da escola municipal onde estão matriculados no 8o ano do ensino fundamental. “Queria que a escola puxasse mais. Estamos sem professor de história e de inglês”, diz Joebert.
A postura de José faz com que os filhos não enxerguem a escola como um fardo, mas como solução. Os três querem se formar em engenharia da computação. Informática passou a ser a paixão dos meninos depois que Joemerson ganhou um computador num concurso de redação, há dois anos. De lá para cá, têm como passatempo navegar em redes de relacionamento, bate-papo e sites de jogos, como qualquer pré-adolescente. A diferença é que eles só fazem isso depois dos estudos.

6. PENSAMENTO SOLTO

Um caminho alternativo, quase oposto ao da persistência dos trigêmeos Joebert, Joemerson e Joeverton, é a aposta na criatividade. Trata-se de, em vez de perseguir notas, liberar a imaginação. Pode-se construir uma argumentação forte contra a ênfase do sistema de ensino nas notas. Quando uma pessoa (criança, jovem ou adulto) se concentra em demasia no grau que receberá por um trabalho, deixa de apreciar o valor intrínseco dele. Em boa medida, a importância dada à nota é subtraída da alegria de aprender.
Por isso é tão revitalizante observar crianças como Larissa Silvestre, de 9 anos, descobrindo o mundo, formulando conceitos, brincando. “A Larissa sempre foi criativa”, afirma sua professora de artes, Maria Luisa de Godoy. “Se eu pedia para ela recortar uma árvore, numa aula sobre contornos, ela me vinha com um varal cheio de roupas. Se eu ensinava a fazer uma peteca de sucata, em cinco minutos a peteca virava outro brinquedo.
Sua mãe, Arlete de Epifânia, estudou até a 4a série e é cozinheira há 13 anos em uma casa de um bairro nobre de São Paulo. No ano passado, entrou pela primeira vez em um museu, quando a escola de Larissa convidou os pais a acompanhar os filhos numa visita ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). “Nunca imaginei que existisse um lugar como aquele e que minha filha fosse capaz de fazer o que ela fez ali”, diz Arlete. De lá para cá, quando tem tempo livre, ela tenta fazer programas que envolvam algum tipo de atividade artística. Se não dá, ajuda a filha a costurar roupinhas para suas bonecas.
Parecem atividades que têm pouco a ver com as disciplinas escolares. Não é assim. A sensibilidade de Larissa para as artes faz dela uma criança observadora – o que a favorece na hora de resolver um problema de matemática ou associar fatos históricos. Segundo Maria Lúcia Sabatella, especialista em crianças superdotadas, gente criativa é extremamente concentrada. “Os grandes inventores, os maiores estrategistas, nos negócios ou na guerra, não fazem a sequência lógica de raciocínio”, diz. “Eles são criativos. Seu caminho para chegar à resposta pode até ser mais longo. Mas é singular.”
Esse argumento é contrário à má imagem dos alunos que ficam “rabiscando o papel” em vez de estudar a sério para a prova. “A produção artística exige do aluno um esforço que pode ser maior do que nas outras disciplinas”, afirma Paulo Portella, coordenador do Serviço Educativo do Masp. “A criatividade das artes exige construção de conhecimento – e não a simples repetição deles.” Uma criança com pendor para as artes pode ter um caminho de sucesso até maior que o de um aluno “certinho”, em áreas menos convencionais. Ou pode levar vantagem no próprio campo do estudo. Larissa, por exemplo, diz que não quer ser artista quando crescer. Ela quer ser veterinária.
A produção artística exige do aluno um esforço que pode ser maior que nas outras disciplinas

7. A INSPIRAÇÃO DE ALGUÉM

Todo mundo tem alguém que admira. Pode ser a mãe, um professor, uma personagem histórica. Essa figura nos faz almejar ser melhor. Isso também é verdade nos estudos. Quase todo bom aluno tem um professor inspirador, um parente que quer imitar, um bom exemplo. Felipe Brum, de 10 anos, morador de Brasília, tem dois: seu avô materno, Ribamar Ferreira, e Bruno, seu irmão mais velho. Ribamar é engenheiro e serve de inspiração para Felipe desde que, numa visita à construção de uma pousada da família na Bahia, mostrou-lhe que a matemática serve para construir coisas. “Quero construir robôs para ajudar a salvar a humanidade do desmatamento”, diz o menino. “Para fazer meu robô, sei que vou ter de estudar engenharia.” Bruno, seu irmão mais velho, também segue a carreira do avô. Passou no vestibular com 16 anos. “Eu também quero passar na UnB”, diz Felipe, sem saber direito o que significa a sigla, da Universidade de Brasília. Seu plano para conseguir a vaga já está em prática. Estuda duas horas todos os dias e tem como meta a nota mínima 8.
A rotina de estudos de Felipe foi organizada pela mãe, Isabella, para que o menino superasse suas dificuldades de aprendizado. Há dois anos, ele foi diagnosticado com transtorno de déficit de atenção (TDA). Isabella, que é médica, mudou seus horários para se dedicar aos estudos do filho. O irmão mais velho também ajuda. “Ele me estimula a aplicar os cálculos em tudo o que faço”, diz Felipe. “Nunca imaginei que para construir computadores a gente usava matemática.”
Ter o avô e o irmão como heróis é a motivação de Felipe. “São muitos os casos em que ter um referencial, um exemplo a ser seguido, é determinante para a motivação do aprendizado”, afirma Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. “Estimular isso é válido, mas com o cuidado de respeitar a individualidade da criança.” Porque pode acontecer o contrário: a criança se sentir intimidada pela figura de sucesso e se frustrar ao não conseguir ser como ela.
Não parece ser o caso de Felipe. No ano passado, ele tirou 9,6 em matemática, disciplina em que tinha ficado em recuperação no ano anterior. “Agora só quero boas notas, sei que isso ajuda a passar rápido no vestibular, como foi com o Bruno.”


8. PLANOS DE MUDAR O MUNDO

Para que serve a escola? Em parte, ela é a instituição conformista por natureza. É lá que aprendemos os meios e modos do mundo, as tradições de nossa cultura, o que devemos fazer para ter sucesso, de acordo com as expectativas da sociedade. Mas ela é, também, o lugar do exercício das possibilidades. É nela que aprendemos a pensar por conta própria. Uma boa educação inclui a capacidade de questionar, experimentar, criar. Um traço comum entre maus alunos é que seus interesses estão fora da escola. Mas esse é também um traço comum entre os bons alunos. A única diferença é que os maus alunos perseguem seus interesses em detrimento do estudo. Os bons mesclam suas atividades ao estudo. Com isso, ganham capacidade crítica, vivência, experiência.
No ano passado, Marcelo Monteiro, de 16 anos, dedicou boa parte de seu tempo livre a um projeto especial: recuperar a imagem do grêmio estudantil do colégio onde cursa o 3o ano do ensino médio, em Porto Alegre. Sua função como primeiro secretário era negociar com a diretoria atividades para os alunos e melhorias na escola, tarefa complicada dada a reputação do grêmio até então. As gestões anteriores deixaram a organização quebrada. Ao assumir, Marcelo e seus colegas de chapa encontraram a sede pichada, sofás depredados, computador quebrado. “Tivemos de reconquistar a confiança do diretor e dos coordenadores para emplacar nossos projetos”, diz ele. Para reformar a sede, arrecadou dinheiro com os alunos (cobrando pelo serviço de fazer carteirinhas de estudantes) e pais de alunos (enviou cerca de 1.500 boletos opcionais no valor de R$ 20 para o endereço residencial dos colegas. Mais da metade dos pais depositou o dinheiro).
Também organizou uma campanha para mobilizar o colégio a participar de uma espécie de gincana. O prêmio, dado para a escola com o maior número de inscritos, era um computador. Levou. No final do ano, já com a sede reformada e o prestígio do grêmio recuperado, Marcelo conseguiu autorização da diretoria para fazer um festival de música. Cada convidado levou 1 quilo de alimento, doado para entidades carentes. “Não sei quanto deu no final, mas lotamos a Kombi que a escola nos emprestou para fazer a entrega.”
Mesmo tão ocupado com articulações estudantis e organização de eventos, Marcelo está no topo das notas de sua turma. Vai tentar o vestibular para Direito. “Ele não tem medo de se meter em encrencas”, diz um de seus professores, Ivanor Reginatto, no colégio há 25 anos. “Nem todo bom aluno questiona tanto quanto Marcelo, mas essa sua capacidade o coloca entre os melhores.” De certa forma, Marcelo segue os passos de seus pais, Marisa e Rui. Ambos participaram de grêmios estudantis no colégio e na faculdade. Durante cinco anos, presidiram a Associação de Pais e Mestres onde Marcelo estuda. “Tentamos passar a ideia de que se engajar em atividades fora da sala de aula daria a ele a base que vai definir seu futuro profissional e pessoal”, diz a mãe. “Eles me ensinaram a priorizar o diálogo, a discutir questões que acho importantes”, diz Marcelo. É para isso que serve a educação. Para atuar no mundo.





































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