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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Nova forma de viver a profissão

Já escrevi por aqui sobre as mudanças na sociedade e lembro sempre que os alunos são os de hoje, o tempo é agora, a escola é a de hoje e a mudança é necessária.Vivemos o momento de uma nova forma de estar na educação e de viver a profissão de professor.
Isabel Alarcão (2001), no livro Escola Reflexiva e Nova Racionalidade nos convida a pensar a escola com novas configurações:

"Grande parte do seu tempo é passado na escola. Esta constitui um espaço, um tempo e um contexto de aprendizagem e de desenvolvimento. E mesmo que, por força das novas tecnologias, a aprendizagem desprenda-se da necessidade de espaços coletivos e tempos simultâneos, ela não deixará nunca de realizar-se em contexto, talvez em comunidades aprendentes interconectadas, às vezes globalmente interconectadas. Nem por isso se poderá deixar de pensar em escola. Com novas configurações, porém, na sua essência, escola."

Lembro ainda que é preciso "inteireza" no trabalho com os alunos, na profissão que escolhemos ou na profissão que nos escolheu.

Para ler mais clique aqui.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Olhar do Aluno!

O texto que segue é a real leitura de um espaço de educação formal e a prova de que precisamos avançar do discurso para as ações pedagógicas.


domingo, 25 de março de 2012

Hoje desaprendo o que tinha aprendido até ontem.

Semana de muitas reflexões: escola que queremos, trabalho "de fato" coletivo, repensar a prática pedagógica, ações individuais, olhar para a própria prática, entender que coletivo é muito mais que o grupo em que você está inserido...
Quando as inquietações tomam conta incansavelmente dos meus pensamentos, recorro aos poemas, poesias, leitura para voltar ao eixo e Cecília Meireles (1961), em Cecília de Bolso, encaixou como uma luva:

Hoje desaprendo o que tinha aprendido até ontem


Hoje desaprendo o que tinha aprendido até ontem
e que amanhã recomeçarei a aprender.
Todos os dias desfaleço e desfaço-me em cinza efêmera:
todos os dias reconstruo minha edificações, em sonho
                                                                      [eternas.
Esta frágil escola que somos, levanto-a com paciência
dos alicerces às torres, sabendo que é trabalho sem termo.
E do alto avisto os que folgam e assaltam, donos de  
                                                        [risos e pedras.
Cada um de nós tem sua verdade, pela qual deve morrer.
De um lugar que não se alcança, e que é, no entanto, 
                                                                       [claro,
minha verdade, sem troca, sem equivalência nem 
                                                        [desengano
permanece constante, obrigatória, livre:
enquanto aprendo, desaprendendo e torno a reaprender.

>> Cecília Meireles - Cecília de Bolso: uma antologia poética - L&PM Pocket - 2010

A Imagem Para viagem longa: jato de Luciana Trocolli retrata (no meu olhar) a necessidade de repensar, desaprender, reaprender, viajar e retomar numa velocidade significativa. 


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Breve consideração sobre “currículo”

O conceito de currículo tem uso recente e a cultura pedagógica tratou – o como questões de programas escolares sem a real amplitude de que de que de fato é.

Existem muitos conceitos de currículo cada um marcado por sua história e visão de mundo além das concepções pedagógicas que acompanham o sujeito.

A Proposta Curricular entende currículo como matérias (grades), programas, listas de conteúdos que o docente e também o aluno, precisam “dar conta” até o final do respectivo bimestre ou ano letivo.

Em linhas gerais, pensando na escola, o currículo pode ser compreendido como proposta curricular, a seleção e organização das aprendizagens feita pela instituição de ensino. É o guia do trabalho a ser percorrido, o quê se pretende ensinar e como a escola vai se organizar para isto.

O currículo pode, também, ser entendido como o percurso feito pelo sujeito (aluno ou não) na escola e que não necessariamente coincide com a proposta curricular uma vez que está diretamente ligado com a trajetória do educando. Numa instituição onde o currículo assume a atividade humana há profunda articulação entre a proposta curricular da escola e os currículos pessoais de educandos e educadores. Todos os envolvidos com a educação da instituição são produtores de currículo: professores, alunos, funcionários, equipes gestoras, pais, comunidade.

O currículo não é uma pedra intacta e está sujeito a mudanças e incorporação do que acontece no meio. O currículo está atento aos acontecimentos que permeiam o dia a dia das escolas, dos ambientes, das instituições, não pressupõe uma visão do passado e está presente no passado com asas no futuro.

Para estudar mais:

  • Sacristan, J. G.- O currículo: Uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre, Artes Médicas, 1998.
  • Vasconcellos, C.S. – Currículo: a atividade humana como principio educativo. São Paulo, Libertad, 2009.
  • Carnoy, M. – A vantagem acadêmica de Cuba: por que seus alunos vão melhor na escola. São Paulo, Ediouro,2009.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Palestra: Içami Tiba

 

Palestra com o psiquiatra,educador e escritor Içami TIba:

 

“Como contribuir mais pela sua carreira e pelo desenvolvimento das pessoas sendo um profissional da educação?”

- Palestra ao vivo dia 09/12
- Horário: 19h30 às 21h
- Transmissão através do Canal EADCON 6
- Inscrições gratuitas disponíveis no portal da EADCON ou através do 0800 708 0708, até 09/12. 
- O participante receberá certificado de participação.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Educação – Santo André

O Projeto de Lei nº 042/2009, que altera o Anexo I da Lei nº 6.833, de 15 de outubro de 1991, que dispões sobre o Estatuto do Magistério Municipal, deverá ser aprovado nos próximos dias.

A mudança prevê melhor organização a carga horária dos professores de educação infantil e ensino fundamental de forma a otimizar o trabalho docente e aproveitar adequadamente os recursos públicos.

O Poder Executivo Municipal acredita que a ampliação de uma hora diária na prestação do serviço educacional garantirá aos alunos das escolas municipais, ao final dos anos do ensino fundamental, o equivalente a mais um ano letivo de estudo, dando às nossas crianças a oportunidade de melhor assimilar os conteúdos de cada série. O professor poderá estreitar o vinculo com os alunos, investindo mais uma hora semanal no planejamento de suas atividades.

O Executivo aguarda que seja aprovada e transformada em lei na maior brevidade possível,nos termos do que preceitua o paragrafo 45 da Lei Orgânica do Município.

Acesse o PROJETO DE LEI Nº 042, DE 26.11.2009

Fonte: Prefeitura de Santo André (26 de novembro de 2009)

domingo, 29 de novembro de 2009

Lula defende mudanças no sistema de educação

28/11/2009 – 20h19

Lula defende mudanças no sistema de educação

KARLA LOSSE MENDES
colaboração para a Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu mudanças no sistema de educação e criticou os meios de comunicação por não apresentarem material educativo durante a inauguração do parque Cidade dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Bernardo do Campo Eurídice Ferreira de Mello --nome da mãe do presidente, também conhecida como dona Lindu.

Lula afirmou ainda no evento em São Bernardo do Campo (SP) que, para resolver questões como a da criança e do adolescente, é preciso uma mudança na educação. "Não é falta de lei, é falta de cultura. Não é trabalhar para ter um projeto de lei, é trabalhar nas escolas corretamente a formação das pessoas."

O presidente declarou que é preciso coragem para formar os cidadãos. "Se a gente tiver medo de ensinar o combate ao racismo na escola vai ficar mais difícil ensinar depois. Se a gente tiver medo de ensinar a educação sexual para os nossos filhos nas escolas, vai ficar muito mais difícil depois porque eles vão fazer aquilo que é próprio da natureza humana, muitas vezes por falta de uma explicação."

Lula criticou também a ausência de conteúdos educativos nos meios de comunicação. "Qual é a quantidade de minutos educativos [nos meios de comunicação]? É muito pouco porque o interesse é evidentemente comercial."

Após o evento, o presidente seguiu para a cerimônia de pré-estréia do filme "Lula, o Filho do Brasil" nos estúdios da Vera Cruz.

 

Endereço da página:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u659054.shtml

Para conhecer mais:

  1. Filme de Lula reúne cúpula petista em São Bernardo

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ensino de Tempo Integral…

É importante filtrarmos as informações sobre o funcionamento das escolas de tempo integral. A implantação do ensino de tempo integral está previsto na LDB e fica a critério de cada sistema de ensino.

Vale lembrar que a escola tem responsabilidade social sobre os alunos.

 

Para estudar mais:

Lei de diretrizes e bases da Educação Nacional (LDB)

Plano Nacional de Educação (PNE)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O QUE É O QUE É?

Somos nós que fazemos a vida

Como der ou puder ou quiser

EM DEFESA DA GRAMÁTICA

 

 

Frase recorrente entre os profissionais do ensino fundamental:

“As crianças tem o resto da vida para aprender gramática.”

Será que realmente a gramática não faz parte do processo de aprendizagem?

Compartilho o texto “Em defesa da gramática”: clique na imagem para ler ou baixar o  texto

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Qual a melhor opção?

Largando as amarras – Parte 2: Até para deixar o serviço público a burocracia reina

Um pouco de Max Gehringer:

Qual a melhor opção:a empresa privada ou o funcionalismo público?

Bom, o melhor mesmo seria a forma híbrida, ser um empregado estabilizado em um sistema que premiasse o mérito individual. Sem a intenção de aumentar a crueldade de sua dúvida, eu lhe diria que qualquer que seja a sua opção, você irá se arrepender dela em algum momento. Se você continuar na empresa privada, há uma boa chance, de num período de 10 anos, você ficar desempregado. Esse é o lado inglório da vida corporativa. Bons funcionários também são despedidos. Ou porque a empresa foi comprada por outra, ou porque pessoas são substituídas por equipamentos, ou porque a empresa passa por um mau momento e é obrigada a reduzir custos. Quando isso acontecer, você certamente dirá que ter optado pela iniciativa privada foi um erro.
Mas, se você optar pelo serviço público, o ritmo de sua carreira irá mudar. A começar pelo fato de que aumentos salariais não contemplam o mérito de cada um, mas toda uma categoria, e mesmo assim, se houver recursos previstos em orçamento. Um dia, inevitavelmente, você começará a pensar que estaria ganhando mais, que teria tido mais chances de ascensão, se tivesse continuado na empresa privada.
A minha sugestão é a seguinte: faça um orçamento pessoal considerando como base o primeiro salário que você iria receber no serviço público, e sem qualquer reajuste, pelos próximos 10 anos. Se você acredita que poderá equacionar seus gastos dentro desse parâmetro financeiro, opte pelo serviço público. Caso contrário, continue onde você está.
Não existe uma regra clara para definir o que é mais importante na vida profissional. Se ter estabilidade e salário fixo, ou se correr riscos e ter um salário que tanto pode ser grande, quanto pode ser zero. Essa é uma decisão que compete a cada um.
Max Gehringer, para CBN.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Setor privado ou setor público?

O texto de Max Gehringer ilustra parte de minha decisão profissional.

Ufa!! Largando as amarras…

 

 

funcionário público

"Estou em dúvida quanto a tentar uma carreira na iniciativa privada ou no serviço público", escreve um ouvinte. "Gostaria de saber as vantagens e desvantagens de cada opção."


Começando pela vantagem mais óbvia, o serviço público oferece estabilidade. Nele, o nosso ouvinte nunca precisará se preocupar com uma assombração chamada desemprego. Na iniciativa privada, o contrato de trabalho permite que a relação seja interrompida a qualquer momento, tanto pelo empregador quanto pelo empregado, e sem que qualquer das partes precise, obrigatoriamente, oferecer uma justificativa para esse rompimento.
Já no tocante ao trabalho em si, a grande diferença está na concorrência. Na iniciativa privada, uma empresa precisa ser melhor que outras que atuam no mesmo setor. Precisa gerar resultados positivos para continuar investindo e crescendo. Essa concorrência externa gera uma forte concorrência interna, que resulta na premiação e na ascensão dos mais competentes, e na exclusão dos que não conseguem atingir objetivos. Isso resulta em muita pressão e não raramente, pode resultar em estresse físico e emocional.
No serviço público, essa competição feroz não existe. Promoções e reajustes são decididos em escalões que estão muito acima dos chefes diretos. Quando algo é feito em benefício do funcionalismo, toda uma categoria é contemplada, sem levar em conta os resultados individuais. Isso significa que um funcionário público tremendamente eficiente, não receberá uma premiação adicional por um desempenho acima da média, como acontece na empresa privada.
Por falta de concorrência, o serviço público caminha num ritmo mais lento. Mas essa é uma generalização perversa, que não pode ser aplicada a cada funcionário individualmente. Há profissionais extremamente competentes atuando na área pública, que fariam sucesso na iniciativa privada. O que não existe no serviço público é o estímulo imediato, para quem busca uma ascensão em curto prazo.
Eu sugiro que o nosso ouvinte avalie a decisão que irá tomar, da seguinte maneira: se ele tivesse um dinheiro para investir, ele aplicaria tudo na bolsa de valores ou tudo na caderneta de poupança? A primeira opção implica em correr riscos, a segunda leva em conta a segurança. O investimento que ele considerar o melhor para o seu dinheiro, pode ser estendido também, à sua vida profissional.
Max Gehringer, para CBN.

domingo, 8 de novembro de 2009

Ensino fundamental de nove anos sacrifica lazer

Segue  outra reportagem que prova que muitos reproduzem o que leem sem ao menos compreenderem o que realmente “mudou” ( se é que mudou…)

Como sugestão, segue o documento atualizado em 16 de setembro de 2009: PASSO A PASSO DA IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS

Obs.: Para ler ou baixar o documento é só clicar no link acima.

 

08/11/2009 - 09h45

 

Ensino fundamental de nove anos sacrifica lazer, dizem

 

RICARDO WESTIN
da Folha de S.Paulo

Das escolas que já adotaram o ensino fundamental de nove anos, parte fez a adaptação impondo pesados sacrifícios às crianças mais novas.

Pesquisas em diferentes Estados mostram que nessas escolas os alunos de seis anos perderam parte considerável do tempo destinado a brincadeiras e atividades ao ar livre. Agora ficam debruçadas sobre livros, exercícios e até provas.

Especialistas alertam que isso pode ter efeito devastador no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças.

As escolas hoje dividem o ensino fundamental em oito séries. No ano que vem, todas --públicas e particulares-- deverão seguir a lei que prevê a reorganização em nove anos.

O ano extra foi colocado no início do ciclo. A criança passará a entrar no ensino fundamental com seis anos, não mais com sete. Assim, quem ia para a pré-escola irá para o primeiro ano. A primeira série se transformará no segundo ano.

Muitas escolas se adiantaram e já seguem a lei. O problema é que algumas limitaram-se a impor às crianças de seis anos os mesmíssimos conteúdos que antes ensinavam às crianças de sete. Os esforços se concentram em ensiná-las a ler, escrever e fazer contas. As brincadeiras, comuns na velha pré-escola, ficaram em segundo plano.

As professoras e pesquisadoras Iraíde Marques de Freitas Barreiro (da Unesp em Assis), Maria Silvia Librandi da Rocha (da PUC de Campinas) e Catarina Moro (da UFPR em Curitiba) chegaram a conclusões parecidas ao estudar escolas que já adotam o novo modelo.

"As atividades lúdicas ficaram restritas ao recreio, que não raramente dura 15 minutos", diz Maria Silvia. "A criança tem seis anos, mas já é tratada quase como adulto, com muita cobrança", afirma Iraíde.

Um dos problemas é o fato de os professores não terem sido preparados para conduzir essa nova turma. Seguem mais o modelo da primeira série que o da pré-escola, sem o devido equilíbrio, por pressão de pais que desejam a alfabetização precoce e por pressão do sistema educacional --a Provinha Brasil avalia crianças de sete anos, do novo segundo ano.

"Antes era o professor da segunda série que cobrava o da primeira para que os alunos chegassem alfabetizados. Agora é o professor do segundo ano que pressiona o do primeiro", afirma Catarina, da UFPR.

O MEC confirma a falha dos colégios. "Estamos oferecendo orientações, explicando que o brincar é importantíssimo", diz a secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda.

Ela esclarece que o resultado da Provinha Brasil não é divulgado e, mesmo sendo negativo, não gera punições. Serve apenas para orientar a escola.

Outro problema apontado pelas pesquisadoras é a falta de adaptações e reformas nas escolas para receber adequadamente às crianças de seis anos.


Endereço da página:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u649321.shtml

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Política Educacional?

Já citei aqui o lançamento do livro Folha Explica Paulo Freire.

 

Paulo Freire foi preso pois suas ideias eram indesejadas e quando percebeu que não poderia desenvolver suas práticas escolheu deixar nosso país. Para ser “querido” precisava pensar como “todos”, ou melhor” precisava “não pensar”, “não ler”, “não refletir”, “não falar”…

 

  Paulo Freire lutou por uma política educacional, sim. Deixou muitas contribuições como a construção do plano político pedagógico nas escolas.

 

Mas apesar das contribuições, das intermináveis discussões que permeiam nossa prática ainda questiono: SERÁ QUE REALMENTE TEMOS UMA POLÍTICA EDUCACIONAL?

 

Ah! Não tenho notícias de profissionais da educação que passaram 60 dias presos por defenderem suas ideias educacionais. Mas tenho notícias de que ideias indesejadas sofrem represálias.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Método fônico avança na alfabetização

   Compartilho a reportagem publicada na Folha de S.Paulo de 26/10/2009 porém sugiro muita cautela na leitura e interpretação. Muitas vezes observo que o sistema educacional é descartável: agora não é mais assim!!!! E o pior, muitas vezes o professor começa a reproduzir o que lê ou ouve sem ao menos compreender “o quê não é mais assim”.     

   Gostaria de saber onde está registrado que o construtivismo não tem planejamento, conteúdo, sequência didática, avaliação…?  Muitas vezes a ideologia não permite que a educação se desenvolva.

Vale lembrar que para qualquer “método”, “ideologia”, “proposta”, “projeto”, “proposta atualizada”…

O papel do professor é essencial.

  

Método fônico avança na alfabetização

Sem alarde, sistema que associa letras a sons ganha espaço no Brasil; em países desenvolvidos, houve embate contra construtivistas
No país, polêmica sobre escolha do método durou só dois meses, quando o MEC disse em 2006 que poderia priorizar um dos sistemas
HÉLIO SCHWARTSMAN
DA EQUIPE DE ARTICULISTAS


Nos EUA, elas ficaram conhecidas como "Reading Wars" (guerras de alfabetização). Foi uma disputa encarniçada e com fortes tintas ideológicas, que chegou a ser comparada à polêmica em torno do aborto.
De um lado, estavam os defensores dos métodos fônicos, que enfatizam a necessidade de ensinar a criança a associar grafemas (letras) a fonemas (sons). Do outro, perfilavam-se os construtivistas, para quem o aprendizado da leitura deve ser um ato tão "natural" quanto possível, a ser exercido com textos originais e não com obras artificiais como cartilhas.
No Brasil, a coisa lembra mais a não havida Batalha de Itararé: o que prometia ser o mais sangrento conflito pedagógico do país acabou não acontecendo, e a controvérsia agora caminha para decidir-se sem traumas maiores, com os métodos fônicos ganhando espaço pelas bordas do sistema.
"Os construtivistas não gostam muito, mas a questão [dos métodos] vem se resolvendo de forma pouco explícita", declarou à Folha o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Na mesma toada vai o professor de psicologia da USP Fernando Capovilla. "Sem muito alarde, as coisas estão mudando. E é bom que seja assim. A ciência demonstrou que o fônico é mais eficaz, especialmente para os mais pobres".
Nos países desenvolvidos, a polêmica remonta aos anos 50, atingiu seu ápice no final dos 90 e de algum modo se resolveu a partir dos 2000, depois que os governos dos EUA, da França e do Reino Unido, com base em vários estudos comparativos, recomendaram o ensino dos elementos fônicos no processo de alfabetização.
No Brasil, o "confronto final" foi evitado. Em fevereiro de 2006, Haddad propôs o debate, sugerindo a revisão dos PCNs (parâmetros curriculares nacionais) da educação básica.
Os fonetistas viram aí a oportunidade de lançar o que seria o golpe de misericórdia contra o método global. Os construtivistas, por seu turno, valendo-se da privilegiada posição de linha pedagógica predominante na maioria das escolas públicas e privadas do país, prometiam resistir por todos os meios.
Silvia Colello, professora de pedagogia da USP, é uma das que se opõem aos métodos fônicos. Para ela, quando o professor adota esses programas "cartilhescos" e enfatiza o domínio do código escrito, ele "tira da língua o que ela tem de mais precioso". O aluno, diz, não se reconhece nesse artificialismo e se desinteressa.
Percebendo que o debate estava a gerar mais calor do que luz, dois meses depois, em abril, Haddad anunciou que o ministério desistira de recomendar um método oficial.
"Levei tanta pancada, inclusive da Folha", disse o ministro. "Mas acho que serviu para preparar o terreno. Hoje há mais clima para discutir essas questões", acrescentou.
A relativa indefinição favoreceu posições mais conciliatórias, como a de Magda Soares, professora emérita da Faculdade de Educação da UFMG.
Para ela, o construtivismo teve o inegável mérito de colocar a criança como sujeito ativo no processo de aprendizagem, mas, no caso da alfabetização, acabou se tornando uma teoria sem método que substituiu o método sem teoria das cartilhas do século passado.
Soares, que prepara um livro sobre o assunto, diz que existe "produção riquíssima" lá fora demonstrando a necessidade de trabalhar com elementos fônicos. Para ela, o ponto-chave para o sucesso na alfabetização é a "formação dos formadores".
Experiência no molde defendido por Soares está em curso em Lagoa Santa (região metropolitana de Belo Horizonte).
Ali a pedagoga Juliana Storino coordena um programa que, sem esquecer pressupostos construtivistas, como a adequação do currículo à realidade do aluno, busca desde cedo despertar a consciência fonológica dos alunos. "Apesar de já operarmos há três anos, ainda encontramos resistências por parte de professores."

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

DSC04671   O fato do  profissional ter diversos diplomas

não significa que questionamentos não lhes

possam ser feitos.

 

Questionar, discutir, expor ideias, ser chato

(aos olhos de alguns…) faz parte do processo de

formação de todos os seres humanos.

 

Como diria uma colega “ Até que se prove ao

contrário, todos são bonzinhos”.

INCLUSIVE

VOCÊ.

Deixe sua “marca” por onde passar.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O que você vai fazer?

Um jornal da região publicou durante a semana uma matéria sobre o comportamento de um professor e de vários alunos numa escola de São Bernardo do Campo.

Como o ECA proporciona uma boa mídia passaram a semana falando sobre o assunto e questionando o professor.

Não quero aqui defender nem professor, nem aluno.

Gostaria que a população começasse a observar o que realmente desencadeou essas atitudes. O “problema” é muito maior do que os olhos podem ver. Buscar o culpado não resolverá o problema…

Está na hora de pensarmos em ações possíveis para darmos continuidade a uma educação pública de qualidade. Frases como “ no meu tempo…, “quando eu estava na escola…”, “na minha época…”, não ajudam em nada. O tempo e a época são os que vivemos hoje.

O que você vai fazer?

Para saber mais…

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